Um total de 34 novos pluviômetros foi integrado à rede de monitoramento no Acre entre 2024 e 2026, abrangendo 13 municípios do estado. Os dados oficiais foram divulgados nesta quinta-feira (22), com atualizações referentes até a última segunda-feira (19), por meio de um balanço do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
Como funcionam os novos aparelhos de medição
Responsáveis por medir a quantidade exata de precipitação, esses dispositivos transmitem dados em tempo real para subsidiar a vigilância de perigos climáticos. De acordo com o Cemaden, a ampliação dos pontos de coleta otimiza a cobertura territorial e eleva a precisão dos avisos enviados à população em cenários críticos, a exemplo de alagamentos e enchentes.
Posição do Acre no cenário nacional
Com a inserção de 34 unidades, o estado acreano supera outras unidades federativas no mesmo intervalo de 2024 a 2026, ficando à frente de Sergipe (32), Rondônia (29), Amapá (27), Goiás (27), Amazonas (21), Tocantins (21) e Pará (15). Essa divulgação ocorre paralelamente ao acompanhamento dos impactos de um El Niño de forte intensidade previsto para o biênio 2026/2027, fenômeno que atualmente intensifica as precipitações na região Sul.
Tecnologia e apoio às defesas civis
O acompanhamento contínuo do volume de chuva nas cabeceiras e ao longo dos rios é indispensável para projetar a subida das águas. Com uma malha de sensores mais densa, as equipes de defesa civil obtêm maior margem de tempo para agir e mitigar prejuízos aos moradores. Além dos medidores de chuva, a operação depende de satélites, radares e estações hidrológicas e geológicas integradas.
Em âmbito nacional, o plano contemplou 638 cidades com 1.595 novos aparelhos no período, elevando o total da rede para 4.765 pluviômetros ativos. A seleção das localidades beneficiadas prioriza critérios técnicos como o contingente populacional em áreas vulneráveis, o histórico de óbitos, registros de desalojados e a incidência de deslizamentos e inundações.
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