A Polícia Civil identificou um policial militar reformado suspeito de envolvimento no sequestro e na tortura de um motorista de aplicativo de 28 anos, em Rio Branco. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 4, durante entrevista coletiva na sede da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Bulzolin, o motorista procurou a Delegacia de Combate a Roubos e Extorsões (Decore) e registrou um boletim de ocorrência após o episódio. A partir da denúncia, uma equipe de delegados foi designada para investigar o caso e identificou um policial militar reformado como possível autor do crime.
“Ontem nós demos cumprimento à ordem judicial em favor desse investigado e continuamos com as diligências para tentar identificar outros autores”, afirmou Bulzolin. Ele acrescentou que a polícia também identificou veículos que teriam sido utilizados na ação.
O delegado-geral explicou que o motorista foi abordado por pessoas que se apresentaram como policiais e o acusaram de envolvimento em crimes contra o patrimônio. Durante a abordagem, os suspeitos teriam começado a agredi-lo e torturá-lo para que entregasse objetos relacionados a um furto.
Ainda conforme o relato apresentado por Bulzolin, os suspeitos passaram a circular pela cidade com a vítima dentro do carro. Durante o trajeto, o motorista se jogou do veículo em movimento na Avenida Getúlio Vargas, onde sofreu diversas lesões.
A Polícia Civil continua realizando diligências para identificar os demais envolvidos. Bulzolin afirmou que a investigação será conduzida independentemente de quem esteja envolvido.
“Aqui fica o nosso recado e o nosso compromisso em apurar o crime, independentemente de quem tenha praticado este crime, mesmo que se faça necessário cortar na própria carne”, declarou.
O delegado também esclareceu que um dos veículos citados em publicações sobre o caso chegou a integrar temporariamente a frota da Polícia Civil, mas foi devolvido em 5 de janeiro de 2024. Segundo ele, o automóvel não pertencia mais à instituição havia mais de dois anos.
Entenda o caso
O motorista de aplicativo, de 28 anos, denunciou ter sido sequestrado por três suspeitos na segunda-feira, 26, na Rua Cunha Matos, em frente à Gameleira, no Centro de Rio Branco. Segundo o relato, os homens se apresentaram como policiais e o acusaram de participação em um assalto no Residencial Bonsucesso.
A vítima teria sido agredida e ameaçada enquanto era levada no próprio carro para uma região afastada da cidade. Para escapar, pulou do veículo em movimento na Avenida Getúlio Vargas e pediu ajuda a moradores.
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