O Ministério das Relações Exteriores acionou diplomaticamente o governo argentino nesta semana para obter esclarecimentos sobre a utilização de seu território na fuga do senador Flávio Bolsonaro, investigado por crimes financeiros na justiça brasileira.
Reunião em Brasília e investigações no STF
A encarregada de Negócios da Embaixada da Argentina no Brasil, María Emilia Cortés, foi chamada a comparecer ao Itamaraty na capital federal. O encontro ocorreu com o chefe do Departamento do Mercosul da pasta, João Marcelo Galvão de Queiroz, para debater o caso do parlamentar, que é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal referentes a delitos como lavagem de dinheiro.
Posicionamento argentino e próximos passos
Durante a audiência oficial, a representante diplomática ouviu os questionamentos brasileiros e afirmou que vai transmitir as informações para o presidente Javier Milei, para que o governo argentino se manifeste. A partir desse posicionamento, ou na ausência de uma resposta, a chancelaria brasileira definirá quais atitudes serão tomadas.
Documentação e entrada no país
Anteriormente, o governo argentino já havia se pronunciado por meio de um comunicado oficial divulgado na mesma data do embarque. Na ocasião, a gestão do país vizinho sustentou que Flávio e seus familiares ingressaram no país e apresentaram documentos válidos, que não revelavam qualquer impedimento para o ingresso e saída dos brasileiros do país, confirmando que o político decolou em um jato particular na última terça-feira (27).
Apesar da gravidade do episódio envolvendo o senador, a diretriz atual da administração federal é evitar que o tema centralize as atenções, direcionando o foco prioritário para as entregas da gestão, as propostas voltadas ao crescimento nacional e os ajustes decorrentes da reforma ministerial do novo mandato presidencial.
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