Secretaria de Saúde não é curral eleitoral de político
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Secretaria de Saúde não é curral eleitoral de político

29/10/2026 4 views 7 min de leitura

Um dos gargalos mais negativos que a governadora Mailza Assis (PP), vai ter que enfrentar de cara no início da sua próxima gestão, em janeiro do próximo ano, é o caótico sistema estadual de Saúde, para o qual converge a maioria das críticas da população, pelo atendimento deficiente. A pasta não pode ser transformada em curral político deste ou daquele parlamentar.

O cargo tem que ser da estrita indicação da Mailza. Se ela abrir brecha e nomear um indicado de político para ser o novo secretário de Saúde, dará um passo largo para o fracasso. Não adianta tapar o sol com a peneira: houve avanços, se reconhece; mas não se conseguiu o básico que é zerar a fila de cirurgias e nem acabar com a dantesca cena das macas ao longo dos corredores do Pronto Socorro de Rio Branco. Se isso ocorre no centro do poder, que é a capital, imagine o que sofrem os pacientes nos municípios isolados.

A Saúde não é lugar para curral político e nem dos políticos, o cargo deve ser ocupado por alguém que seja um bom gestor. O melhor momento da Saúde foi no período mais delicado do atual governo, que foi no período do Covid, quando o secretário de Saúde da época, Alysson Bestene, fez uma gestão brilhante. Os que o sucederam na pasta não repetiram o mesmo sucesso, e hoje a Saúde é o calcanhar de Aquiles do governo.

A Mailza tem tudo para mudar o panorama: foi eleita com uma estupenda votação, e pode se dar ao luxo de escolher o novo secretário não aceitando pressão de políticos. Vamos ver se conseguirá, a partir do próximo ano. Este será seu grande desafio.

SEMPRE TEM O PITACO

A escolha do futuro presidente da Assembléia Legislativa deveria ser decidida apenas entre os deputados. Mas nunca foi assim, sempre houve o pitaco de quem governa influindo na eleição da mesa. E não deve ser diferente no atual governo.

SEM CHANCE

Zero de chance do ex-secretário de Segurança, Coronel, Paulo Sérgio, ser nomeado secretário municipal de Saúde. A informação foi colhida de fonte segura dentro da prefeitura de Rio Branco. Foi um bom secretário de Segurança, mas não tem afinidade com a pasta da Saúde.

2027 COM CARA NOVA

A mesma fonte passou à coluna que nenhum nome que vêm sendo mencionado pela imprensa, recebeu convite ou teve seu nome cogitado pelo prefeito Alysson Bestene para a secretaria de Saúde. Pelo que foi passado ao BLOG, as escolhas vão acontecer até o final do ano, porque ele quer entrar em 2027, com uma nova equipe na prefeitura de Rio Branco.

PODE SE QUISER

Partindo do pressuposto de ser a única parlamentar federal no estado eleita na aliança que apoiava o presidente Lula, a deputada federal Perpétua Almeida, se ela quiser, pode ser uma interlocutora da governadora Mailza Assis junto ao governo federal, para trazer verbas para o estado. E por governar um estado pobre, com dificuldade financeira, a governadora Mailza não se pode fechar a uma parceria. Acima das ideologias, existe a governabilidade. Ela vai governar para o estado, e não para um partido político.

AÇÃO CONJUNTA

O prefeito Alysson Bestene tem dito com quem conversa sobre a sua administração, que vai governar Rio Branco afinado com a governadora Mailza Assis. Uma parceria que pode ser o início da montagem de uma aliança, para a eleição municipal de 2028.

NÃO TEM O JÁ GANHOU

O candidato derrotado à presidência da República, Flávio Bolsonaro, comemorou a vitória antes das urnas abrirem, anunciando até quais seriam os seus ministros. Esqueceu que na política não tem o já ganhou antes de encerrar a apuração dos votos.

PODERIA SAIR POR CIMA

O derrotado Flávio Bolsonaro poderia ter saído por cima, reconhecendo a derrota para o presidente Lula, sem criar factóides. Numa eleição se perde e se ganha. Todos os partidos, inclusive o seu, o PL, se posicionaram sobre a legitimidade da eleição. O mesmo fez o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Bobagem, pois, ficar falando que é o “presidente eleito”; depois viu a pisada na bola e disse ser apenas o “líder” da oposição.

CRESCEU NO SEGUNDO TURNO

O Flávio Bolsonaro, como era esperado, deu uma surra de votos no presidente Lula, no Acre. Mas, no segundo turno o PT aumentou a sua votação do primeiro turno, e o Lula teve mais votos que o candidato ao governo, Alan Rick (Republicanos).

APOSENTOU DE POSTO

O ex-candidato ao Senado, Inácio Moreira (PSOL-REDE), que sem recursos e sem comprar um voto chegou aos 20 mil votos, mandou postagem ao BLOG dizendo que está deixando o posto de porta-voz do Lula no primeiro turno, no Acre; que se autoproclamou, pela a falta de empenho de lideranças do PT de mostrar a cara e dizer que era Lula. E que, agora, como o Lula já ganhou, deixa o posto. Fina ironia.

FORA DA POLÍTICA?

Não se sabe qual o futuro político do ex-prefeito Tião Bocalom (PSDB), que perdeu a eleição para o governo. Não deve sair para prefeito nem para vereador da capital, em 2028. Pode disputar a prefeitura de Acrelândia? Não se sabe. E eleição para deputado, senador e governador, só em 2030. O Boca está fora da política?

PARA REFLEXÃO

“Ninguém pode ter saúde física e mental sem limpar o coração das amarguras, sem ter a consciência tranquila, sem deixar de sofrer pelos problemas do passado e sem perdoar a ignorância”. Chico Xavier, líder espírita.

OUTROS TEMPOS

O senador Sérgio Petecão (PSD), que soltou uma nota agradecendo os eleitores, deixa o mandato sem um escândalo contra ele, limpo; o seu problema é que o povo cansou dele, como cansou de outros políticos. Foi o quinto colocado para o Senado, o que não dá para comemorar. Já tinha sido derrotado para o governo e agora para senador, o Petecão tem que entender que todo político um dia é atingido pelo desgaste. Foi o seu caso. Seu tempo passou.

NOME A SER CULTIVADO

O médico Thor Dantas (PSB), perdeu a eleição para o governo, mas saiu do pleito com a imagem de um político qualificado, não extremista, e por isso pode ser um nome a ser trabalhado pela esquerda para novos desafios. A esquerda, no Acre, tem que se reinventar, e o Thor pode ser este caminho.

MUITA BOCA E POUCO PIRÃO

Tenho visto muitos parlamentares, com nomes para secretários do governo de Mailza Assis, nos coletes. Como são poucas secretarias para abrigar os afilhados, alguém vai ficar com fome; é a velha história de muita boca para pouco pirão.

O QUE MAIS ALEGROU

Ouvi ontem de um dos assessores da governadora Mailza que, as vitórias que mais lhe alegraram (além da sua), foi vencer no primeiro e segundo turno em Cruzeiro do Sul e Senador Guiomard. “Foi com um gostinho de revanche”, falou o personagem ao BLOG.

FRASE MARCANTE

“É difícil libertar os tolos das correntes que eles veneram”. Voltaire.

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