“Faltou celeridade”: Thor Dantas critica demora da Justiça Eleitoral em prorrogar votação
Acre

Thor Dantas culpa Justiça Eleitoral por falhas em votação de 2026

25/10/2026 3 views 3 min de leitura

O médico e ex-candidato Thor Dantas usou suas redes sociais para criticar duramente a atuação da Justiça Eleitoral durante o segundo turno das Eleições 2026. Em vídeo publicado na tarde de domingo (25), ele apontou que a falta de agilidade para estender o horário de votação prejudicou o direito dos eleitores que enfrentaram problemas de mobilidade urbana e cortes na frota de ônibus em várias cidades do país.

Denúncias de boicote ao transporte público

Durante o pronunciamento, o político relatou que os problemas começaram cedo e envolveram prefeitos opositores ao governo federal que teriam dificultado o deslocamento da população. A denúncia central girou em torno da diminuição intencional de veículos circulando nas ruas para impedir o acesso aos locais de votação.

“Desde cedo estava havendo denúncia de que, em diversos municípios do Brasil, os eleitores estavam com dificuldade de votar porque prefeitos contrários ao presidente Lula estavam dificultando o acesso ao transporte público, principalmente reduzindo frota de ônibus.”

Atraso na decisão do Supremo

De acordo com a análise do ex-candidato, o maior entrave não foi apenas a ocorrência dos boicotes, mas a lentidão institucional em responder aos fatos. Quando o Tribunal Superior Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal decidiram ampliar o tempo de funcionamento das seções eleitorais, muitas urnas pelo Brasil já haviam encerrado as atividades às 17h, frustrando quem chegou atrasado por causa do trânsito.

“O ministro do Tribunal Superior Eleitoral reconheceu que estava tendo problema, mas não fez nada. O tempo passou e houve uma determinação de outro ministro do STF de que houvesse a extensão. Quando chega a ordem para que houvesse extensão do tempo, muitas urnas do Brasil já tinham encerrado, já tinham fechado as urnas, e as pessoas estão chegando para votar atrasadas e não estão conseguindo.”

Prejuízo irreparável aos cidadãos

Por fim, o professor lamentou o desfecho do pleito e destacou que a medida de prorrogação deveria ter sido adotada de maneira preventiva para assegurar a participação democrática em massa.

“Era para tudo isso ter sido decidido e resolvido antes das 5 horas no Brasil inteiro. É isso que faltou: celeridade para garantia do direito. Muita gente não está conseguindo votar mesmo assim. E o erro, por que que isso está acontecendo, foi a demora do ministro de tomar a decisão no tempo oportuno. Triste isso.”

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