Protestos na França ocorrem sob forte esquema de segurança
Internacional

França mobiliza 70 mil policiais para conter onda de protestos

25/10/2026 5 views 3 min de leitura

Manifestantes saíram às ruas em Paris e em diferentes regiões da França neste sábado (24), sob a vigilância rigorosa de 70 mil policiais. A megaoperação foi montada pelo governo para impedir a repetição dos saques e distúrbios violentos que abalaram o país europeu na semana anterior.

Balanço de detenções e medidas preventivas

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, disse que 135 pessoas haviam sido presas em todo o país até o início da tarde, muitas após revistas preventivas que encontraram fogos de artifício, rolamentos de esferas e outros objetos que podiam ser usados como armas.

“Temos que ser extremamente ágeis. Recebemos muitos avisos sobre desordem, tanto de grupos políticos quanto, simplesmente, de criminosos”, disse aos jornalistas. “Vai ser um dia longo.”

Comércio fechado e clima de lockdown na capital

O centro de Paris apresentou um cenário de restrições severas, com estabelecimentos comerciais protegidos por tapumes, pontos turísticos fechados e dezenas de estações de metrô bloqueadas para evitar aglomerações e novos episódios de vandalismo.

Entidades empresariais recomendaram o fechamento preventivo do varejo após os prejuízos milionários registrados nos dias anteriores.

“Quase não há clientes, então não vale a pena ficar aberto”, disse Oskar, gerente de uma boutique Kiton em Paris.

Impacto no turismo e cultura

Importantes centros culturais e museus da capital francesa, incluindo o Louvre, o Musée d’Orsay e a Ópera de Paris, suspenderam o atendimento ao público como medida de precaução, gerando reclamações de visitantes estrangeiros.

“Está tudo fechado com tapumes e não sabemos bem para onde ir”, disse Xavier Dolliole, turista da cidade norte-americana de Nova Orleans.

Confrontos e divergências sobre rotas

Enquanto a principal marcha parisiense começou de forma pacífica, a polícia recorreu ao uso de gás lacrimogêneo para dispersar multidões em Lyon, a terceira maior cidade do território francês.

A definição do trajeto da manifestação em Paris gerou embates judiciais e críticas duras de lideranças políticas da oposição contra a gestão das autoridades de segurança.

“Mais uma vez, os que estão no poder criam transtornos para as marchas e prazos impossíveis para que as organizações se reorganizem”, disse o líder da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon, que se juntou aos manifestantes nas ruas de Paris.

Em paralelo, manifestantes também protestaram na cidade de Orléans contra a realização de um congresso partidário ligado ao partido de extrema direita Reagrupamento Nacional, liderado por Marine Le Pen, em um dia marcado por forte tensão social e política em todo o território nacional.

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