O candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, enviou uma ação à Justiça Eleitoral que autoriza a quebra de sigilo de seus dados telefônicos e bancários, contanto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faça o mesmo em relação aos dados de Marco Aurélio Santana, o Marcola, ex-chefe de gabinete do petista.
“Que se abram, então, todas as gavetas”, diz o documento enviado pela campanha do senador ao ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira, 21, acrescentando que “quem nada deve não foge do debate”. “O Requerente abre o que é seu e pede apenas que o candidato adversário abra o que é dele, o que guarda em nome alheio e o que mantém trancado no Governo”, escreve na ação.
Entre os dados que podem ter o sigilo suspenso estão as comunicações entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, do Banco Master, incluindo as tratativas do banqueiro para liberar dinheiro à produção do documentário “Dark Horse”.
Em contrapartida, o candidato do PL exige que Lula exponha conversas e transações bancárias de Marcola, alvo da Polícia Federal nas investigações sobre o escândalo das fraudes no INSS. Os inquéritos apontam transferências bancárias suspeitas e envolvimento do ex-assessor presidencial, que deixou o cargo em agosto desse ano, com a lobista Roberta Luchsinger e o filho do presidente, Fábio Luís da Silva, o Lulinha.
Lula oficializou desafio eleitoral na terça-feira
A decisão do PL vem em resposta ao desafio lançado por Lula no último domingo, 18, durante o debate presidencial na TV Bandeirantes. Na ocasião, o petista questionou o rival sobre a relação com Daniel Vorcaro e declarou que suspenderia o sigilo de todas as suas contas e telefones, contanto que o senador fizesse o mesmo.
Na última terça-feira, 20, Lula oficializou o truco eleitoral. Em documento enviado ao TSE, o petista autoriza a quebra de seu sigilo fiscal, telefônico e bancário pelos últimos oito anos, estendendo a divulgação aos dados de seus filhos Fábio, Sandro, Luís Cláudio, Marcos Cláudio e Lurian, e também da primeira-dama, Janja da Silva. Marcola não estava na lista de autorizações.
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