O músico britânico Roger Waters, cofundador da histórica banda Pink Floyd, publicou um vídeo nesta terça-feira (20) em que conclama os eleitores brasileiros a participarem ativamente das urnas no próximo domingo (25 de outubro). Na gravação, o artista formalizou seu apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e incentivou uma força-tarefa popular para viabilizar a ida de quem enfrenta barreiras logísticas até as seções eleitorais.
Mobilização nas urnas e meta de comparecimento
Durante a mensagem, gravada tendo a canção “Águas de Março”, de Tom Jobim, como trilha de fundo, o astro do rock sugeriu que parentes se organizem para transportar idosos aos locais de votação. Waters expressou o desejo de ver a adesão ao pleito atingir 90% do eleitorado e enfatizou o apelo aos cidadãos ao insistir: “Cotem, votem, votem”.
O compositor relembrou seu contato pessoal com o mandatário brasileiro, definindo-o como uma liderança honesta e comprometida com a população nacional, reforçando sua total confiança na condução de Lula à frente do país.
Críticas à oposição e alertas sobre a Amazônia
Além de respaldar o petista, o ex-integrante do Pink Floyd teceu duras críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e à gestão chefiada por seu pai. No pronunciamento, Waters citou o assassinato da vereadora Marielle Franco e condenou o alinhamento desse grupo com os Estados Unidos, acusando os norte-americanos de ambicionarem as riquezas nacionais.
Proteção aos recursos naturais brasileiros
A preservação socioambiental também figurou entre os pontos centrais da manifestação do músico. Para Waters, tanto a floresta amazônica quanto as reservas minerais do território brasileiro correm perigo diante do assédio de interesses estrangeiros alinhados ao espectro político bolsonarista.
Histórico de aproximação com Lula
A afinidade pública entre as duas personalidades já vinha se consolidando antes do atual momento eleitoral. Em outubro de 2023, o chefe do Executivo recebeu Waters em audiência no Palácio do Planalto, reunião que contou com a presença da primeira-dama Janja e do cantor Paulo Miklos.
No encontro em Brasília, ambos debateram tópicos culturais e políticos. Na época, Lula salientou o valor de expoentes artísticos globais intervirem em debates públicos, enquanto o britânico reiterou sua bandeira histórica em prol da universalidade dos direitos humanos.
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