Em cumprimento a uma ordem da Justiça Eleitoral, a governadora Mailza Assis Cameli (Progressistas) utilizou as redes sociais do adversário Alan Rick (Republicanos) para veicular um direito de resposta. Na gravação, veiculada na noite desta segunda-feira (19), a gestora rechaçou suspeitas de falsidade ideológica em sua formação acadêmica e refutou ter financiado o depoimento do agente aeroportuário Francisley Souza.
Direito de resposta no Instagram
A publicação do vídeo foi fixada no perfil de Alan Rick por ordem do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), com prazo estabelecido de seis dias, quatro horas, 32 minutos e 38 segundos de exibição contínua. Mailza enfatizou que todas as movimentações financeiras de sua campanha são devidamente declaradas à Justiça Eleitoral e assegurou que o funcionário do aeroporto viajou de forma voluntária para relatar o caso.
“Alan Rick afirmou que a minha campanha pagou para trazer de Brasília o agente de aeroporto para que mentisse sobre o episódio que viveu com o candidato no aeroporto. Isso não é verdade. Ninguém foi pago para vir ao Acre. O agente não recebeu dinheiro da minha campanha e contou com as próprias palavras o que viveu”, declarou a governadora.
Defesa sobre formação acadêmica
Outro ponto abordado no pronunciamento envolve as alegações de irregularidade no certificado de graduação da chefe do Executivo estadual. Mailza sustentou que o documento educacional possui respaldo formal da faculdade responsável.
“Alan Rick também afirmou que eu cometi falsidade ideológica. Isso também não é verdade. Eu não cometi crime nenhum. O certificado que apresentei foi emitido pela instituição de ensino, que confirmou por escrito a sua autenticidade”, afirmou.
TRE-AC rejeita medidas da oposição
Em paralelo à divulgação do vídeo, o desembargador Samoel Evangelista, integrante da Corte eleitoral acreana, barrou as investidas jurídicas da equipe de Alan Rick, que pretendia colher o depoimento pessoal da governadora e acionar a Polícia Federal para investigar o diploma.
Ao avaliar o pedido, o magistrado apontou a fragilidade dos indícios apresentados pela acusação e optou por restringir a apuração à verificação documental junto à instituição de ensino. O centro acadêmico terá cinco dias, contados a partir da notificação oficial, para enviar os esclarecimentos solicitados pelo tribunal.
Até o momento, a Justiça Eleitoral não constatou indícios de falsidade no certificado apresentado por Mailza, e a análise técnica segue focada na checagem formal dos registros acadêmicos.
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