Acre

Nível do Rio Acre fica 21 centímetros acima da cota de referência para estiagem

01/10/2026 4 views 3 min de leitura

O Rio Acre registrou 1,67 metro em Rio Branco nesta quinta-feira (1º), segundo o boletim de acompanhamento da Bacia do Rio Amazonas divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O nível está 21 centímetros acima da cota de referência para estiagem, fixada em 1,46 metro para a estação da capital.

A cota de referência adotada pela ANA corresponde ao nível superado pelo rio em 95% do tempo na série histórica da estação. Abaixo dessa marca, a medição passa a figurar entre as mais baixas já observadas no ponto de monitoramento.

Nos últimos cinco dias, o Rio Acre oscilou na casa de 1,70 metro. A régua marcou 1,73 metro no domingo (27), recuou para 1,68 metro na segunda (28) e na terça-feira (29), subiu para 1,72 metro na quarta (30) e voltou a cair para 1,67 metro nesta quinta. O gráfico da estação mostra o manancial próximo da cota de referência desde agosto. Para efeito de comparação, a cota de inundação definida pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) para Rio Branco é de 14 metros.

Em Cruzeiro do Sul, o Rio Juruá apresentou elevação no fim de setembro. O nível passou de 3,77 metros na terça-feira para 3,96 metros na quarta e chegou a 4,25 metros nesta quinta, alta de 48 centímetros em dois dias. Com isso, o rio ficou 1,10 metro acima da cota de referência para estiagem, que na estação é de 3,15 metros. No domingo, a diferença era de 69 centímetros.

O boletim também apresenta a precipitação acumulada mensal na Região Hidrográfica Amazônica. Em agosto e setembro de 2026, os volumes de chuva ficaram abaixo da média de longo termo (MLT) da série histórica.

Nas demais estações da bacia, o cenário também é de vazante. Em Porto Velho (RO), o Rio Madeira marcou 3,12 metros nesta quinta, 84 centímetros acima da cota de referência para estiagem. Em Manaus (AM), o Rio Negro registrou 18,69 metros, 1,31 metro acima do limite de referência. Das 11 estações monitoradas no boletim, apenas Altamira (PA), no Rio Xingu, tem como parâmetro a cota de atenção, e não a de estiagem.

Os dados são da rede de hidrotelemetria da ANA e integram o boletim produzido pela Coordenação de Eventos Críticos da Superintendência de Operações e Eventos Críticos da agência.

Fonte: ac24horas.com

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