O candidato ao Senado da República Inácio Moreira (PSOL) utilizou as redes sociais para criticar a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Acre (Sinteac) por conta da divulgação de materiais com conteúdo político relacionados às eleições de 2026.
Em uma publicação, Inácio questionou a autorização para produção e divulgação do material e cobrou informações sobre uma eventual decisão coletiva da categoria.“Quem autorizou vocês a fazer isso aqui? Me diga. Estou com um material que traz a marca do Sinteac, fala expressamente das eleições de 2026 e faz ataques políticos nominais”, afirmou.
O candidato reconheceu que a direção sindical possui o direito de manifestar posições políticas, mas defendeu que decisões envolvendo o sindicato sejam submetidas aos trabalhadores da educação.
“A direção tem todo direito de posição política, mas o sindicato não pertence à direção. O sindicato pertence aos trabalhadores e trabalhadoras da educação”, declarou.
Candidato cobra informações sobre material
Inácio Moreira também questionou se houve assembleia da categoria para autorizar o posicionamento, além de cobrar informações sobre os custos e a origem dos recursos utilizados na produção do material.“Houve a Assembleia da Categoria para aprovar esse posicionamento? Quem autorizou a produção desse material? Quanto custou? Quantos exemplares foram impressos? E de onde sai o dinheiro?”, questionou.
Segundo o candidato, a legislação eleitoral estabelece regras específicas sobre a participação financeira de entidades sindicais em campanhas eleitorais. Por isso, ele defendeu que as informações sejam apresentadas publicamente.“Transparência aqui não é favor. Eu defendo o sindicato forte e, justamente por defender o sindicato, faço essas perguntas. Direção, passa. A categoria, fica. Mostrem as atas. Mostrem as notas. Mostrem quem pagou”, afirmou.
Inácio defende decisão coletiva da categoria
Em outra manifestação, o candidato afirmou ser contrário à utilização do sindicato como instrumento político-partidário e defendeu que eventual apoio eleitoral seja definido por decisão coletiva.“Eu não concordo que a direção do nosso sindicato transforme a entidade em instrumento político-partidário e antecipe apoio a uma candidatura sem uma decisão coletiva da categoria”, disse.
Inácio também afirmou que, no primeiro turno, existem diferentes candidaturas e propostas para a educação e que a escolha deve caber individualmente aos trabalhadores.
Sobre um eventual segundo turno, defendeu que o sindicato convoque uma assembleia geral para apresentar as propostas dos candidatos e permitir que a categoria decida a posição da entidade.“Se houver segundo turno, defendo que o sindicato convoque uma assembleia geral, apresente as propostas e os compromissos dos candidatos e deixe a categoria decidir democraticamente qual posição a entidade deverá assumir”, declarou.
Ao finalizar, Inácio citou críticas feitas pelo próprio Sinteac à gestão do governador Gladson Cameli e defendeu a independência da entidade em relação aos governos e às direções.
“Precisamos aprender com a nossa própria história. Hoje, o próprio Sinteac faz duras críticas à gestão Gladson e continua cobrando a reestruturação da tabela salarial da educação. Direção passa. Governo passa. A categoria permanece. Sindicato é luta, independência e democracia!”, afirmou.
Assista ao vídeo:
Fonte: ac24horas.com
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