Acre

Líder do Governo nega ordem do Palácio e culpa “emendas surpresa” por adiamento da LDO

15/09/2026 9 views 3 min de leitura

A sessão do plenário da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) desta terça-feira (15) terminou sem a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), após um esvaziamento repentino do quórum. Para esclarecer os bastidores da manobra que travou a pauta, o líder do governo, deputado Manoel Moraes, veio a público justificar que o adiamento foi motivado pela descoberta de alterações inesperadas no texto do projeto.

Segundo o parlamentar, a base governista foi surpreendida por novas emendas apresentadas pelo deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), que divergiam do acordo inicialmente firmado. “Nós aprovamos na comissão achando que eram as mesmas, mas depois nós fomos olhar e não eram as mesmas. Tinha mais outras que não eram as que ele apresentou no ano passado. Então nós precisamos analisar melhor essa nova emenda dele”, explicou Moraes.

Diante do impasse com o novo texto, a liderança precisou fazer uma pausa estratégica, o que acabou inviabilizando a continuidade dos trabalhos do dia. O líder governista detalhou como ocorreu a desmobilização no plenário: “Eu subi com os deputados da base para o gabinete do presidente, pra gente dar uma analisada, e o certo é que aí, nesse meio tempo, esvaziou. Não teve mais votação, não votamos”.

Moraes revelou que o problema central estava na adição de dispositivos que não haviam sido discutidos com antecedência. “Ele apresentou uma emenda, que é daquele ano, uma situação que, se tivesse dinheiro, a gente pudesse executar. E eu não via nada demais. Mas, em vez de repetir, ele botou mais duas outras emendas. Aí eu não tinha visto. Quando eu vi, pedi para olharmos melhor, para ver o que ela pode causar.”

Questionado se o esvaziamento da sessão teria sido uma ordem direta do Palácio Rio Branco para barrar a votação, Manoel Moraes foi categórico ao negar qualquer interferência imediata do Executivo, assumindo a responsabilidade da base pela cautela. “Não, não teve nada disso não. É minha responsabilidade. De toda maneira temos que comunicar lá [o Palácio], mas comunicar quando tiver uma coisa certa”, pontuou o parlamentar.

Agora, a equipe do governo corre contra o tempo para avaliar o impacto financeiro e legal das novas proposições antes de retornar a pauta ao plenário. A expectativa é que o diagnóstico seja concluído rapidamente, mas a nova votação deve ficar para a próxima semana. “Ainda de hoje para amanhã, nós vamos deixar essas emendas claras. Aí, tendo elas, a gente convoca o pessoal para votar. Provavelmente só para a semana que vem… para o dia de terça a gente consegue trazer o pessoal”, concluiu o deputado.

Fonte: ac24horas.com

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