Uma reportagem exibida pelo Jornal da Record nesta quinta-feira (10) colocou Macapá no centro de uma investigação sobre a suposta infiltração do crime organizado na política. Segundo a emissora, a facção Família Terror do Amapá (FTA), apontada como aliada do PCC, teria atuado em favor da campanha de reeleição do então prefeito Antônio Furlan (PSD) nas eleições de 2024.
De acordo com a reportagem, o grupo criminoso teria concentrado esforços para garantir votos para o candidato em áreas sob sua influência, especialmente no conjunto Macapaba, onde Furlan teria conquistado ampla maioria dos votos.
A investigação é conduzida pelas Polícias Federal e Civil e busca esclarecer uma possível articulação entre integrantes da facção e pessoas ligadas à campanha eleitoral.
A equipe de reportagem, formada pelos repórteres investigativos Márcio Neves e Tony Chastnet, passou vários dias em Macapá e teve acesso a parte das investigações e ao depoimento do ex-candidato a vereador pelo PSD Luanderson Alves, conhecido como “Caçula”.
Segundo a Record, o depoimento poderia ser utilizado em uma eventual colaboração premiada. A reportagem, porém, não informou se algum acordo foi homologado pela Justiça.
Na semana passada, o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) cassou o diploma de suplente de Caçula, em processo que apontou ligação dele com a facção.
Suposto esquema de votos
Em mais de seis minutos de reportagem, a emissora detalhou o que seria um suposto acordo entre integrantes da FTA e pessoas ligadas à campanha de Furlan. Conforme a apuração apresentada, Caçula e outros investigados teriam recebido a missão de atuar para conquistar votos para o então candidato à reeleição.
Outro ponto levantado pela reportagem é a suspeita de que pessoas apontadas como integrantes ou ligadas à facção teriam sido incluídas na folha de pagamento da Prefeitura de Macapá durante a gestão de Furlan.
As suspeitas ainda são alvo de investigação e não representam, por si só, uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade dos envolvidos.
Defesa nega ligação com facção
A defesa de Antônio Furlan contestou as acusações apresentadas pela reportagem e negou qualquer relação do ex-prefeito com organizações criminosas.
O caso segue sob investigação das autoridades, que buscam esclarecer se houve, de fato, participação de uma organização criminosa na articulação política e eleitoral durante as eleições municipais de 2024.
VEJA A REPORTAGEM:
Fonte: ac24horas.com
Gerar Post/Story