Televisão

Rayssa Bratillieri não aguenta mais ver Salma sofrer em A Nobreza do Amor

10/09/2026 1 views 3 min de leitura

Salma (Rayssa Bratillieri) tem sofrido muito desde o início de A Nobreza do Amor, seja com paixões não correspondidas, com a doença da mãe ou com o casamento forçado com um homem de quem ela não gosta. Os dias de glória da mocinha ainda não parecem tão próximos, e a atriz confessa que também sofre com o sentimento da personagem.

“Eu sou parada na rua, e as pessoas falam: ‘Rayssa, eu não aguento mais ver a Salma sofrer!’. E eu respondo: ‘Eu também não! Eu só quero que ela seja feliz um pouquinho!’”, conta Rayssa, em entrevista exclusiva ao Notícias da TV.

“Penso que, dramaturgicamente, é sempre mais interessante ver alguém que sofre não desistir da vida, ter fé e continuar. Acho que é isso que faz o público gostar e torcer por ela. Mas os dias de glórias estão chegando (risos)”, complementa ela.

Rayssa lembra que, no início do trabalho em A Nobreza do Amor, se interessou pela personagem pois enxergou camadas nela. Salma é gentil e generosa, mas não deixa de questionar as tradições e as opiniões da família com as quais não concorda.

“Ela sofre, mas não perde a capacidade de acreditar nas pessoas. Isso interessa muito, porque na vida é assim… A gente raramente é uma coisa só. Talvez por isso a Salma tenha me feito pensar bastante sobre as minhas próprias escolhas”, explica.

A atriz saiu de sua cidade, Apucarana, no Paraná, aos 17 anos, com o objetivo de investir na carreira artística no Rio de Janeiro. “Foi uma escolha de autonomia muito grande para uma menina daquela idade. Então, quando vejo uma personagem que está tentando descobrir até onde consegue escolher a própria vida sem deixar de pertencer à família, eu reconheço algumas perguntas que também já me fiz”, diz ela.

Rayssa ainda conta que o próprio público enxerga Salma de diferentes formas. “As pessoas criaram relações muito diferentes com a Salma. Tem gente que sofre junto, tem gente que fica revoltada com os pais dela, tem gente que transforma algumas situações em meme e tem gente que simplesmente quer que ela seja feliz”, comenta.

“Eu me lembro de uma mulher que chegou para mim e disse: ‘Precisam existir mais pessoas no mundo como a sua personagem’. Aquilo ficou comigo. Porque, no fim, acho que é isso que eu procuro quando faço um trabalho: que a personagem provoque algo. Que gere uma conversa, uma identificação, uma pergunta. Hoje, quando alguém me conta que uma personagem minha fez essa pessoa pensar sobre a própria vida, eu sinto que aquele sonho da menina de Apucarana ganhou um significado muito maior”, conclui a atriz.

Fonte: ac24horas.com

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