A Coligação Trabalho da Esperança, encabeçada pelo candidato a governador Alan Rick, protocolou no Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) uma representação contra a chapa de Mailza Assis e Jéssica Sales por suposta propaganda eleitoral antecipada. A ação, registrada no início deste mês de setembro de 2026, pede a condenação das candidatas ao pagamento de multa de, no mínimo, R$ 25 mil para cada uma.
O ponto central da acusação é o uso reiterado do gesto de um “coração formado com as mãos”. Segundo os advogados da coligação representante, o símbolo deixou de ser uma manifestação afetiva casual e foi transformado, de forma coordenada, em uma marca visual da campanha antes do período permitido por lei, que se iniciou apenas em 16 de agosto de 2026. A ação aponta que o gesto passou a ser usado sistematicamente desde junho em eventos públicos, institucionais e comunitários, sendo posteriormente integrado à identidade visual oficial da chapa nas propagandas.
A denúncia é embasada por uma extensa série de capturas de tela e vídeos das redes sociais das candidatas, especialmente do perfil de Mailza Assis no Instagram. Todo o material foi registrado e validado tecnologicamente (via tecnologia blockchain e sistema de autenticação AASP) para garantir a integridade e imutabilidade das provas. O documento detalha uma linha do tempo mostrando a evolução do uso do símbolo: desde interações isoladas com estudantes em junho, passando por grandes eventos com trabalhadores terceirizados, até publicações conjuntas de Mailza e Jéssica Sales, onde ambas formam juntas o coração com as mãos em tom de forte alinhamento político.
Além do gesto, a representação acusa a chapa de expor antecipadamente o número de urna (11) e de utilizar linguagem com nítido apelo eleitoral em período vedado. A defesa da coligação de Alan Rick alega que, em meados de julho, Mailza exibiu ostensivamente o número 11 em uma camiseta durante um evento partidário e em um vídeo promocional divulgado de forma ostensiva nas redes sociais.
O processo judicial também cita publicações contendo expressões consideradas como “palavras mágicas” — termos que, na jurisprudência eleitoral, equivalem a pedidos implícitos de voto. Entre os exemplos estão a pergunta “Quem é a melhor pro Acre?”, o tratamento antecipado da dupla como “governadora e vice-governadora”, e o registro fotográfico de faixas com os dizeres “Movimento comunitário está com Mailza e Jéssica Sales”.
A coligação representante argumenta que estas atitudes feriram o princípio basilar da igualdade de oportunidades entre os candidatos no pleito estadual, garantindo a Mailza e Jéssica uma vantagem indevida de reconhecimento e memorização eleitoral por parte da população acriana. A ação, que tramita sem segredo de justiça, foi distribuída para a relatoria do juiz Leandro Leri Gross e aguarda manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral. Os autores da representação requerem ainda a concessão de uma medida liminar para que as acusadas sejam impedidas de republicar ou impulsionar na internet os conteúdos questionados.
Fonte: ac24horas.com
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