Televisão

Ator apoia fuga de Maria Helena em A Nobreza do Amor, mas pede volta: ‘Sozinho’

01/09/2026 6 views 3 min de leitura

Intérprete de Manoel em A Nobreza do Amor, o ator Daniel Rangel torce para que Maria Helena (Quitéria Kelly), sua mãe na trama, retorne a Barro Preto. Após sofrer com as agressões do marido, Fortunato (César Ferrario), a personagem fugiu com o pianista Murilo (Breno da Matta) e não tem previsão de voltar à atual novela das seis da Globo.

“Quero muito fazer uma cena do Manoel reencontrando a mãe depois de tudo isso, porque a despedida e a saída de casa dela foram muito traumáticas. Ele nem conseguiu reagir ao abraço e ao beijo dela. Espero muito que tenha esse abraço e esse afeto de mãe e filho no final da novela”, declarou Rangel em entrevista ao Notícias da TV.

Manoel também apresentou comportamentos dúbios, especialmente, pela incapacidade de enfrentar o pai e viver plenamente a paixão com Ana Maria (Julia Lemos). Fortunato é contra a relação e já expôs a moça a situações constrangedoras para deixar evidente a desaprovação.

Na opinião do intérprete, a postura de Manoel é reflexo direto do ambiente de repressão criado por Fortunato. “A cabeça do Manoel sempre foi confusa por viver nesse ambiente de repressão; agora, mais do que nunca, porque é uma complexidade. Ele vê a mãe se libertando e fica feliz por isso e, ao mesmo tempo, se sentindo abandonado, sozinho com pai e conflituoso com isso que ele sente pela Ana Maria”, justificou.

Rangel também manifesta o desejo de dividir o set novamente com Quitéria. Embora a cena de sua fuga tenha sido exibida recentemente, a atriz não grava mais a novela há cerca de dois meses. “Quero contracenar com a Quitéria de novo antes de a novela acabar. Foi uma tristeza o último dia dela com a gente no set”, comentou.

Segundo Rangel, o clima hostil do enredo foi atenuado pela parceria entre Ferrario e Quitéria. “Eles foram muito generosos em me deixar entrar na vida deles. Por isso, essa sequência [a cena em que Maria Helena é agredida] está tocando tanto, porque vem da amizade real deles e da generosidade de me deixarem integrar isso para a gente fazer esse trabalho juntos”, avaliou.

Por fim, Rangel disse estar “feliz e realizado” de estar em um projeto que ampliou debates sobre violência doméstica –e que, mesmo ambientada nos anos 1920, expõe as feridas de um problema que parece mais atual que nunca. “Todos nós da novela ficamos felizes por gerarmos um debate para isso, colocar luz nesse tema. Que a Maria Helena sirva de lição para muitas mulheres se livrarem de relações tóxicas e criminosas”, concluiu.

Fonte: ac24horas.com

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