Candidato a deputado federal (número 4500) falou sobre os três anos à frente da Secretaria de Estado de Saúde e apresentou as prioridades da campanha
O candidato a deputado federal pelo Acre através da Federação PSDB/Cidadania, Pedro Pascoal, concedeu entrevista ao radialista Zezinho Moraes, da Rádio Alto Acre, em Brasiléia, nesta segunda-feira, 24. Médico com atuação em urgência e emergência, ele deixou a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) em abril, no prazo legal de desincompatibilização para concorrer nas eleições deste ano, após três anos e três meses no cargo.
Durante a gestão do então secretário, o estado adotou a regionalização como estratégia central da política de saúde. Segundo Pascoal, a proposta já norteava sua entrada na pasta, em janeiro de 2023, e consiste em levar atendimento especializado para o interior, reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes até Rio Branco.
“Na nossa entrada, em janeiro de 2023, nós entramos com a ideia da regionalização. É levar a saúde para perto do paciente, ao invés de levar o paciente até a capital. A meta era estruturar os nossos interiores para que os pacientes fossem operados no interior, e a capital ficasse só para as altas complexidades”, explicou Pascoal.
Segundo ele, unidades foram estruturadas em Brasiléia, Tarauacá, Cruzeiro do Sul e Senador Guiomard, além da reativação de centros cirúrgicos em Plácido de Castro, fechado havia mais de 30 anos, e em Mâncio Lima, sem funcionar havia mais de 25 anos.
Pascoal citou Cruzeiro do Sul como referência do modelo. A regional do Vale do Juruá passou a contar com ressonância magnética, hemodinâmica e serviço de quimioterapia, o que evita o deslocamento de pacientes com infarto ou câncer, por exemplo, até a capital. Segundo ele, pacientes oncológicos hoje aguardam no máximo 48 horas para iniciar radioterapia no estado, e o serviço chegou a atender pacientes vindos do Amazonas e outros estados vizinhos.
O candidato afirmou que, nos dois primeiros anos de gestão, o Acre liderou o ranking nacional de cirurgias realizadas por estado, com mais de 45 mil procedimentos executados entre 2023 e 2025. A gestão também implementou o transporte por helicóptero para remoção de pacientes graves, serviço que, segundo Pascoal, existia havia mais de dez anos no estado mas só passou a operar de forma efetiva durante o período em que esteve à frente da pasta.

Três bandeiras para o mandato
Pascoal estruturou sua candidatura em torno de três pautas que, segundo ele, se conectam: a regionalização da saúde, o combate ao feminicídio e a melhoria das rodovias federais do estado.
Sobre feminicídio, o candidato citou dados que colocam o Acre em sexto lugar no ranking nacional e defendeu que a unidade de saúde costuma ser a primeira porta de entrada para mulheres em situação de violência, antes mesmo da delegacia. Como proposta, defendeu políticas de fomento à autonomia financeira feminina como caminho para romper o ciclo de violência doméstica. Na entrevista, ele associou a pauta à candidatura de Patty Parente a deputada estadual (número 45000), apresentada como parceira na construção da proposta.
Já sobre infraestrutura, Pascoal criticou as condições das rodovias federais que cortam a região, usadas por ambulâncias do SAMU no transporte de pacientes.
“Nossos pacientes do SAMU são transportados por essas rodovias cheias de buracos. A gente precisa de parlamentares que mostrem a real necessidade de ter uma rodovia trafegável aqui no Acre”, afirmou.

Hospital do Alto Acre e o debate sobre terceirização
Um dos pontos centrais da entrevista foi a situação do Hospital Regional do Alto Acre. Pascoal afirmou que a unidade segue sem especialistas fixos, apesar de concurso público, chamamento de cadastro de reserva e edital específico terem sido realizados durante sua gestão para tentar atrair profissionais para a região. As iniciativas não tiveram êxito, e uma auditoria do Ministério Público recomendou a contratação de especialistas por meio do terceiro setor como alternativa.
O candidato afirmou que a proposta de regionalizar o atendimento do Hospital do Alto Acre chegou a ser apresentada à atual gestão estadual, sem avanço até o momento.
Pascoal fez questão de diferenciar terceirização de privatização, citando o funcionamento da ressonância magnética do próprio Hospital do Alto Acre, hoje operada por empresa privada, como exemplo de parceria que considera bem-sucedida.
Fonte: ac24horas.com
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