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Vereadores debatem privatização do abastecimento de água em Rio Branco

19/08/2026 10 views 4 min de leitura

O líder da Prefeitura de Rio Branco na Câmara Municipal, vereador José Aiache (PP), reconheceu nesta quarta-feira (19) que são pertinentes as críticas feitas pelo vereador de oposição André Kamai (PT) sobre a falta de água em diferentes regiões da capital.

Durante entrevista, Aiache afirmou que o problema de abastecimento é antigo e já atravessou diferentes administrações municipais. Segundo ele, a atual gestão pretende desenvolver estratégias para melhorar o sistema de saneamento, especialmente nas áreas mais altas da cidade.

“É pertinente a crítica do vereador de oposição. Essa crítica que ele traz é a crítica da população. Nós sabemos que temos esse problema de saneamento básico. É um problema crônico, que já passou por Marcos Alexandre, já passou por Socorro Neri, já passou por vários prefeitos, pelo próprio Bocalom, e esse problema continua”, afirmou.

O vereador disse que a Prefeitura precisa aproveitar o momento para buscar soluções estruturais para o abastecimento de água.

“Nós temos a oportunidade hoje de determinar que a gente consiga trabalhar esse problema. Então, o prefeito está empenhado nisso. Nós estamos fazendo estratégias, vamos construir estratégias para melhorar muito o problema de saneamento em toda a cidade, principalmente em toda a parte alta”, declarou.

Aiache também reconheceu a gravidade de moradores passarem semanas sem abastecimento e citou a própria experiência para dimensionar as dificuldades enfrentadas pela população.“Não é admissível 25 dias sem água. Eu vivi sem água quando morava na Baixada, carregando água lá dos barrancos. É difícil. Então, hoje nós vamos trabalhar isso, estamos trabalhando isso e vamos achar uma alternativa para melhorar definitivamente o saneamento básico da nossa cidade”, disse.

Privatização do sistema de água

Questionado sobre as discussões envolvendo uma possível privatização do sistema de abastecimento de água de Rio Branco, Aiache afirmou que a medida pode ser considerada caso represente uma solução efetiva para garantir água nas torneiras da população.

O vereador, porém, defendeu que qualquer mudança seja precedida de estudos e debates públicos, principalmente para evitar prejuízos às famílias de baixa renda.“Se for uma alternativa, se levar água para todas as torneiras da nossa cidade e se também passar pelas pessoas que estão no Cadastro Único, como é que a pessoa vai pagar água se está no Cadastro Único? Como é que a pessoa vai pagar água se está no Bolsa Família? Então, tudo isso tem que ser um estudo para a gente também não sacrificar essas pessoas”, afirmou.

Aiache argumentou que o atual modelo também gera custos para os cofres públicos por meio de subsídios destinados à manutenção do sistema.“As pessoas sempre dizem: ‘A privatização só quer lucro e as pessoas só querem água’. E hoje nós estamos pagando. Hoje, o que a gente paga de subsídio para manter o sistema de água funcionando somos nós, todos nós pagando”, declarou.

Para o líder da Prefeitura, uma eventual mudança no modelo de gestão deveria ser discutida com a sociedade e os órgãos responsáveis antes de qualquer decisão.

“A gente precisa conversar sobre isso, precisa desmistificar. Se chegar uma empresa aqui, não é simplesmente falar ‘vai ser assim’. A gente conversa, faz audiência pública, conversa com os órgãos, conversa com a população e vê se é possível chegar água em todas as torneiras, todos os dias”, afirmou.

Ao final, Aiache disse não ser contrário à possibilidade de privatização, desde que a medida consiga garantir o abastecimento regular e seja construída com participação da sociedade.“Se for possível, eu não sou contra. É uma alternativa, sim”, concluiu.

Fonte: ac24horas.com

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