Histórias de trabalho, memória e produção marcaram a visita do candidato ao governo do Acre, Alan Rick, ao Mercado Municipal Francisco Assis Marinheiro, o Mercado da Estação, nesta quinta-feira (13). Entre conversas com comerciantes, produtores rurais, taxistas e frequentadores, Alan ouviu relatos que refletem a trajetória de milhares de famílias acreanas e recebeu demandas para melhorar o funcionamento do espaço.
O comerciante Francisco Brilhante, de 85 anos, instalado no mercado desde a inauguração, vende produtos não perecíveis e compartilhou histórias de uma vida inteira de trabalho. O encontro fez Alan recordar a trajetória do avô, Romildo Miranda, seringueiro que conseguiu romper com o sistema de aviamento graças ao esforço, à criatividade e à perseverança.
“Meu avô devia tudo no barracão. Mas era um grande caçador e também sanfoneiro. Vendia carne fresca mais barata do que a do barracão e, nas festas dos seringais, era ele quem tocava sanfona. Foi assim que conseguiu juntar dinheiro, abrir um pequeno comércio e conquistar a liberdade para a família.”
Durante a visita, permissionários, taxistas e produtores rurais também apresentaram reivindicações relacionadas à infraestrutura e ao funcionamento do Mercado da Estação. Entre os principais pedidos estão o reforço da segurança, melhorias na limpeza dos banheiros, medidas para conter a infestação de pombos, manutenção da estrutura do mercado e uma fiscalização mais efetiva para organizar o entorno e coibir a atuação de flanelinhas, além da recuperação de um poste que, segundo os comerciantes, oferece risco de acidentes.

A dificuldade enfrentada por conta da falta de trafegabilidade dos ramais também foi levantada. Isaac Marques, morador do Ramal do Barro Vermelho contou que conheceu Alan Rick quando o hoje senador era deputado federal e procurou sua ajuda para resolver um problema que impedia o escoamento da produção da comunidade. Segundo Isaac, a resposta veio rapidamente e permitiu que os produtores voltassem a trabalhar sem enfrentar o atoleiro que bloqueava o acesso ao ramal.
Ao lembrar do episódio, Isaac disse esperar que, em um futuro governo de Alan Rick, os produtores rurais recebam a mesma atenção.
“Naquela época o Alan resolveu o problema da gente. Nem governo nem prefeitura fez manutenção e hoje voltamos a enfrentar dificuldades. Não é produzir para empregar. Está produzindo para estragar. No inverno a gente não consegue tirar a produção.”
O produtor Geraldo Batista da Conceição, de 67 anos, também morador do Ramal do Barro Vermelho há 55 anos falou sobre as dificuldades enfrentadas por quem depende dos ramais e demonstrou confiança de que a situação pode mudar.
“Hoje eu consegui trazer a macaxeira porque é verão. No inverno a gente não consegue tirar a produção. Conheço o Alan há muito tempo. Ele sempre teve palavra. É por isso que eu tenho esperança.”
Para Alan Rick, os relatos ouvidos no Mercado da Estação mostram que a origem de sua família se confunde com a de milhares de acreanos que ajudaram a construir o estado com trabalho e perseverança.
“Quando lembro da história do meu avô e escuto relatos como os do seu Francisco, do Isaac e do Geraldo, vejo a mesma essência. O Acre foi construído por gente que nunca fugiu do trabalho. O que o nosso povo espera é apenas oportunidade, respeito e condições para produzir, empreender e viver com dignidade”, concluiu.
Fonte: ac24horas.com
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