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Confinamento ganha força e genética impulsiona nova fase da pecuária no AC

03/08/2026 1 views 4 min de leitura

O ac24horas entrevistou, nesta segunda-feira (3), no Parque de Exposições Wildy Viana, em Rio Branco, o representante da VitaSal Nutrição Animal, Hugo Santana, e o leiloeiro e pecuarista Marcelo Ferreira. Durante a conversa, os convidados destacaram a importância da nutrição animal, do melhoramento genético e da intensificação da produção para o avanço da pecuária acreana.

Representante da VitaSal, empresa fundada em 1995, Hugo Santana ressaltou a relação histórica da marca com o Acre.“É um prazer muito grande estar aqui no ac24horas. A gente acompanha o trabalho de vocês lá de Rondônia e também tem uma história muito bonita com o Acre. Os meus primeiros clientes, quando me formei em Zootecnia, em 1991, foram produtores acreanos. Meu pai teve fazenda no Acre entre 1982 e 1992, então tenho um carinho muito especial por este estado”, afirmou.

Foto: Jardy Lopes

Confinamento é “caminho sem volta”

Durante a entrevista, Marcelo Ferreira destacou que o confinamento e a terminação intensiva dos animais representam uma tendência irreversível para a pecuária local.

“O confinamento é um caminho sem volta, inclusive no Acre. Ainda estamos um pouco atrasados em relação a Rondônia, que já possui diversos confinamentos, mas o estado deu o pontapé inicial e cada vez mais produtores estão adotando esse sistema”, disse.

Segundo ele, a principal vantagem é reduzir significativamente o tempo necessário para a terminação dos bovinos.“Aquilo que levaria cerca de seis meses no pasto pode ser concluído em aproximadamente 90 dias no confinamento. O animal termina mais rápido, vai para a indústria e o produtor ganha produtividade.”

Nutrição é um dos pilares da produção

Hugo Santana afirmou que a nutrição animal se tornou um dos principais fatores para garantir carne de qualidade e maior eficiência produtiva.“O consumidor está cada vez mais exigente. Ele quer uma carne macia e saborosa, e isso passa por animais mais jovens. Antigamente o boi era abatido com quatro ou cinco anos. Hoje, com boa genética e nutrição adequada, ele pode ser abatido entre dois e três anos.”

O representante da VitaSal também elogiou a qualidade da carne produzida no Acre.“A carne acreana é reconhecida nacionalmente. Ela possui textura e sabor diferenciados porque vem de um sistema predominantemente a pasto. Mas, para manter essa qualidade, é fundamental investir em genética e nutrição.”

Foto: Jardy Lopes

Leilão apresenta genética Nelore de alto padrão

A entrevista também abordou a realização da segunda edição do Leilão Zebu Palma de Elba, promovido durante a Expoacre.

Marcelo explicou que o projeto nasceu do sonho da família de Hugo Santana de formar um plantel de matrizes Nelore de alto padrão genético.“O Hugo conseguiu multiplicar essa genética por meio da fertilização in vitro e hoje possui um rebanho preparado para atender o mercado. São matrizes e reprodutores altamente selecionados.”

Hugo contou que a iniciativa surgiu após receber um convite do tradicional criador José Humberto Vilela Martins, da Fazenda Camparino, uma das referências nacionais na seleção da raça Nelore.“Ele me propôs uma parceria oferecendo embriões da seleção construída ao longo de mais de 60 anos. Foi um presente enorme e o início desse projeto.”

Segundo Santana, os animais ofertados no leilão possuem elevado potencial produtivo.

“Estamos oferecendo touros Nelore extremamente precoces, com aproximadamente 700 quilos aos 21 meses de idade. São reprodutores preparados para disseminar genética de qualidade nos rebanhos acreanos.”

Fonte: ac24horas.com

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