O Conversa com Bial voltou à grade de programação da Globo na última terça-feira (7), e o novo formato –alocado na segunda linha de shows– já começou com uma convidada de peso: Fernanda Torres. A atriz, indicada ao Oscar por sua atuação em Ainda Estou Aqui (2024), é fantástica em todos os sentidos, inclusive como entrevistada.
Lamentavelmente, não há uma Fernandinha disponível toda semana. E um programa de entrevistas como o Conversa com Bial depende, acima de tudo, de ótimos nomes para funcionar.
Diferentemente de entrevistadores como Jô Soares (1938-2022), Danilo Gentili e Fábio Porchat, Pedro Bial não é propriamente a estrela do show. Ele até conduz, mas o grande atrativo está sempre em quem relata histórias e posicionamentos a partir das deixas do apresentador. Um papel similar ao exercido durante décadas, e muito bem, por Marília Gabriela.
Agora em um horário de maior visibilidade, semanal e com uma temporada relativamente curta, o Conversa com Bial tem por obrigação focar em grandes nomes. Um programa diário permite concessões neste sentido, mas uma edição especial como esta exige um cuidado maior.
A estreia com Fernanda estabeleceu um padrão acima da média. Na ausência de alguém com o mesmo peso da artista, o programa desta terça-feira (14) optou por juntar três convidados: Fábio Porchat, Gregorio Duvivier e João Vicente de Castro, fundadores do Porta dos Fundos.
Cabe à Globo e à equipe do Conversa com Bial mostrar que Fernanda Torres é só um exemplo do nível de convidados pretendidos para a nova fase.
Angélica em Preta – Eu Não Ando Só

Angélica marca presença em Preta – Eu Não Ando Só, documentário que a Globo exibe no próximo dia 20, logo depois de Quem Ama Cuida –exatamente um ano após a morte de Preta Gil (1974-2025). “Eu acho que ela [Preta] sempre bancou muito os temas importantes, o que ela acreditava que ia contribuir para as pessoas, para as mulheres, para toda a sociedade”, exalta.
Construído com imagens inéditas, muitas registradas pela própria Preta Gil em seu celular, Preta – Eu Não Ando Só acompanha a jornada da artista a partir do diagnóstico de câncer de intestino, em janeiro de 2023.
A fé e a rede de apoio têm destaque no programa, que integra o projeto Quanto Mais Preta, Melhor. No mesmo dia, o Globoplay disponibiliza a série Meu Nome É Preta, que revisita, em quatro episódios, a trajetória familiar, a carreira, os afetos e o legado da cantora.
Em alta
Excelente a série documental Anos 90: A Explosão do Pagode, exibida pela Globo nas noites de quarta-feira. Depoimentos, imagens de arquivo e números musicais contaram muito bem um dos momentos mais festejados da história da música popular brasileira.
Em baixa
Triste ver o Fala Brasil e o Hoje em Dia como extensões dos noticiários focados em tragédias da Record. Antes informativos e divertidos, os programas agora sofrem com um conteúdo já explorado à exaustão no Balanço Geral e no Cidade Alerta.
Fonte: ac24horas.com
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