Acre

Defesa de madrasta de menina que ingeriu substância corrosiva diz que cliente é vítima

12/07/2026 6 views 3 min de leitura
Foto: Valber Fontinele/divulgação

 

O advogado responsável pela defesa de Joelma do Nascimento Maciel, presa preventivamente por suspeita de participação no caso da menina de 11 anos que ingeriu uma substância corrosiva em Rio Branco, divulgou um vídeo nas redes sociais na noite deste sábado (11) em que sustenta a inocência da cliente e apresenta uma nova versão para o caso.

No pronunciamento, o advogado Valber Fontinele afirma que a investigação deve considerar a possibilidade de que Joelma também tenha sido vítima da contaminação do medicamento. “Quem era realmente para ser a vítima? Porque hoje nós temos duas vítimas: a criança e a acusada, que também ingeriu o remédio, está grávida, está sofrendo, está medicada”, declarou.

Segundo Fontinele, o medicamento onde teria sido encontrada soda cáustica não era destinado à criança, mas à própria madrasta, que está grávida. Com base nessa tese, ele questiona quem teria colocado a substância corrosiva no frasco e levanta a hipótese de que Joelma seria a verdadeira destinatária do suposto envenenamento.

Durante o vídeo, o advogado exibe uma série de documentos que, segundo ele, reforçam a versão da defesa. Entre eles estão um encaminhamento para atendimento em ginecologia de alto risco, indicando gestação de 18 semanas, um laudo médico que atesta intoxicação medicamentosa com queimaduras nas papilas linguais, receituários, exame laboratorial, além de imagens dos medicamentos utilizados pela investigada.

A defesa também afirma que Joelma colaborou desde o início com as investigações. De acordo com Fontinele, foi ela quem indicou aos investigadores onde estava a soda cáustica apreendida durante a apuração e compareceu espontaneamente para prestar depoimento e realizar exames médicos. “O lado dessa acusada é o lado da verdade, e o Poder Judiciário, por meio dos seus órgãos, vai mostrar quem realmente é o culpado”, afirmou o advogado.

Na gravação, Fontinele ainda critica o julgamento antecOipado nas redes sociais e diz que pessoas que, segundo ele, acusaram sua cliente sem provas poderão ser responsabilizadas judicialmente. “Não se acusa alguém pelo que ouviu falar. Se acusa baseado em provas”, declarou.

Prisão preventiva

Joelma do Nascimento Maciel e o companheiro dela, pai da criança, tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça do Acre a pedido do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC). Eles são investigados por suspeita de obrigar a menina de 11 anos a ingerir uma substância corrosiva, caso que provocou graves lesões na vítima e ganhou ampla repercussão no estado.

A decisão judicial foi proferida após manifestação do MPAC, que apontou elementos considerados suficientes para justificar a prisão cautelar durante o andamento das investigações.

Até o momento, as autoridades policiais e o Ministério Público sustentam a linha investigativa apresentada no pedido de prisão, enquanto a defesa afirma que pretende demonstrar, ao longo do processo, que Joelma é inocente e também foi intoxicada pelo medicamento contaminado.

O caso segue sob investigação e será analisado pela Justiça, responsável por avaliar as provas produzidas pela acusação e pela defesa ao longo da instrução processual.

Veja o vídeo:

Fonte: ac24horas.com

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