O Centro Acadêmico de Psicologia Ângela Haddad (CAPAH), da Universidade Federal do Acre (Ufac), divulgou nota pública nesta quinta-feira (9) em que manifesta preocupação com a paralisação do transporte coletivo em Rio Branco e cobra que a universidade adote medidas excepcionais para reduzir os prejuízos causados aos estudantes.
Segundo o documento, a interrupção do serviço afetou trabalhadores, estudantes, idosos, pessoas com deficiência e demais usuários que dependem dos ônibus para acessar educação, trabalho, saúde e serviços públicos. O centro acadêmico afirma que muitos estudantes da Ufac deixaram de comparecer a aulas, estágios, projetos de extensão e pesquisas.
A nota também aponta que a crise do transporte afeta a saúde mental da população. O texto cita incerteza, estresse e insegurança quanto ao deslocamento como fatores que produzem sofrimento psicológico.
A publicação foi feita em colaboração com o Diretório Central dos Estudantes da Ufac (DCE) e com o centro acadêmico de Pedagogia. O DCE convocou assembleia geral sobre o transporte público de Rio Branco para esta quinta-feira (9), às 17h, no Auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções.
Nota na íntegra:
“O Centro Acadêmico de Psicologia Ângela Haddad (CAPAH) manifesta profunda preocupação com a paralisação do transporte coletivo em Rio Branco e seus impactos sobre a comunidade acadêmica e a população.
A interrupção do serviço de transporte público tem provocado sérios prejuízos à mobilidade urbana, afetando milhares de trabalhadores, estudantes, idosos, pessoas com deficiência e demais usuários que dependem diariamente dos ônibus para exercer seus direitos fundamentais, como o acesso à educação, ao trabalho, à saúde e aos serviços públicos.
A recente paralisação evidencia uma crise que ultrapassa questões operacionais e expõe a necessidade de soluções estruturais para o sistema de transporte coletivo da capital.
Enquanto representantes estudantis, reconhecemos que estudantes da Universidade Federal do Acre (UFAC) também foram diretamente impactados. Muitos deixaram de comparecer às aulas, estágios, projetos de extensão, pesquisas e demais atividades acadêmicas, acumulando prejuízos pedagógicos e financeiros decorrentes de uma situação alheia à sua vontade.
O CAPAH reafirma que a educação é um direito fundamental e que nenhuma estudante ou estudante deve ser penalizado por uma crise no transporte público.
Nesse sentido, defendemos que a UFAC adote medidas excepcionais para minimizar os impactos causados pela paralisação, assegurando que a comunidade acadêmica não seja prejudicada em sua trajetória acadêmica.
Além disso, compreendemos que a crise do transporte afeta também a saúde mental da população. A incerteza, o estresse, a insegurança quanto ao deslocamento e as dificuldades para cumprir compromissos cotidianos produzem sofrimento psicológico que não pode ser ignorado. A mobilidade urbana também é uma questão de dignidade, qualidade de vida e garantia de direitos.
Por fim, o CAPAH reafirma seu compromisso com a defesa da educação pública, dos direitos sociais, da saúde mental e da dignidade da comunidade acadêmica e da população acreana.
Seguiremos acompanhando a situação e defendendo medidas que garantam o acesso à universidade e o respeito aos direitos de todas e todos.
Centro Acadêmico de Psicologia Ângela Haddad – CAPAH Gestão Valdiza Alencar
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Fonte: ac24horas.com
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