Região Norte

PF aponta esquema de R$ 25 milhões para produção de conteúdo político na prefeitura de Macapá

29/06/2026 3 views 2 min de leitura

A Polícia Federal (PF) identificou uma estrutura que, segundo as investigações, funcionava dentro da Prefeitura de Macapá para financiar a produção de conteúdo político nas redes sociais, promover ataques a adversários e remunerar influenciadores digitais com recursos públicos. O esquema é alvo da Operação Palanque Digital e teria movimentado mais de R$ 25 milhões.

De acordo com informações divulgadas pelo g1, com base em relatório da PF, a estrutura era formada por agentes públicos, produtores de conteúdo e influenciadores digitais. O grupo produzia publicações favoráveis ao então prefeito de Macapá, Antônio Paulo de Oliveira Furlan, além de conteúdos contra adversários políticos.

Ainda segundo o relatório, Furlan, atual pré-candidato ao Governo do Amapá, é apontado como o principal beneficiário da estrutura. A PF afirma haver indícios de que ele tinha conhecimento e concordava com a atuação do grupo. Até o momento, as investigações seguem em andamento.

Conforme o g1, o núcleo de coordenação seria composto por integrantes ligados à administração municipal:

José Furlan Neto, irmão do ex-prefeito, apontado como um dos coordenadores políticos e responsável por articular operadores da estrutura digital e pagamentos;
José Ivo Melo Souza, então secretário de Gabinete, citado como integrante do núcleo central de coordenação;

Gleidson Alves Barros, responsável pela administração de páginas e produção de conteúdo;
Juarez Pantoja Menescal de Sousa, ex-secretário de Comunicação, apontado como um dos principais coordenadores, responsável por definir pautas, aprovar conteúdos e gerenciar páginas;

Diego Cesar dos Santos Silva Trajano, ex-secretário de Comunicação e, posteriormente, de Articulação Institucional, indicado como responsável pela orientação política dos conteúdos.

O relatório da PF também menciona duas servidoras da Secretaria Municipal de Comunicação que, segundo os investigadores, atuaram na formalização e prorrogação de contratos com uma empresa de comunicação que teria dado suporte financeiro à rede.

Fonte: g1, com informações do relatório da Polícia Federal.

Fonte: ac24horas.com

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