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“Não deixei a prefeitura para ser vice, mas para ganhar o governo”, diz Tião Bocalom

24/06/2026 11 views 7 min de leitura

O candidato ao governo, ex-prefeito Tião Bocalom (PSDB), foto, disse ontem ao BLOG que descarta qualquer conversa para desistir da sua candidatura para ser vice na chapa da governadora Mailza Assis (PP). “Alguém acha que eu deixei a prefeitura para ser vice de alguém? Quem espalha esse tipo de boato quer me tirar da frente, porque sabe que ganharei o governo. Ninguém tem nem a coragem de vir com essa conversa comigo”, reagiu Bocalom. Um termômetro pelo qual ele mede a sua campanha, é a aceitação do seu nome onde chega, e a distribuição de seu material para a população. “Meu pessoal está distribuindo um jornal com as minhas realizações como prefeito, e noventa por cento dos que são abordados para receber o material, recebe e ainda me elogia. O povo quer o Bocalom no governo”, diz ele. Além das obras, que segundo ele revolucionaram a cidade, terá também como bandeira de campanha o fato de não pesar contra a sua pessoa nenhum processo por malversação de recursos públicos, seja como prefeito de Acrelândia e de Rio Branco. “Vamos ganhar a eleição deste ano, a próxima, e faremos em oito anos o que outros governadores não fizeram em cinquenta anos”, enfatiza um otimista Bocalom.

ALÉM DAS EMENDAS

A minha opinião é de que não tem proposta que faça o Boca desistir da sua candidatura ao governo. E, quando se cita estar em terceiro lugar nas pesquisas, reage: “São pesquisas feitas para agradar. Quando foi que uma pesquisa me colocou na liderança? Sempre me colocaram como sem chance de ser eleito, e quando as urnas são abertas o Bocalom é que ganha. Foi assim nas duas últimas eleições para a prefeitura
da capital”, pontua. Esse é o perfil do ex-prefeito Bocalom, um obstinado.

NÃO ACREDITO EM BRIGA

Assisti ao longo dos mais de 40 anos de jornalismo, brigas homéricas de políticos, e quando chegava a eleição estavam no mesmo palanque. Por isso, me reservo o direito de ver essa rusga entre o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, e a governadora Mailza Assis, como nada definitivo. Não me causaria surpresa se mais na frente se acertarem e marcharem juntos na eleição para governador. O tempo dirá. Políticos são imprevisíveis. Deixa o tempo correr.

SAINDO BEM

Como nunca foi de frequentar muito a tribuna da ALEAC, me surpreende o bom desempenho do deputado Manoel Moraes (PP) na liderança do governo no parlamento. O Manelão não tem deixado uma crítica da oposição sem a devida resposta na tribuna da Casa.

JOGO BRUTO

Conheço o ex-deputado e atual secretário de Saúde, José Bestene, há décadas, sempre com bom relacionamento. Vai jogar pesado com as estruturas da Saneacre e da Saúde, para eleger o filho e vereador Samir Bestene (PP) a deputado estadual. Disputa com chance uma das vagas na “chapa da morte”, formada pelo PP e União Brasil. Com o Zeca Bestene, o sistema é bruto.

MAPA DOS VOTOS

O comando da campanha do médico Fábio Rueda (UB) a deputado federal, tem mapeado as principais lideranças políticas que estão com os adversários, e está cooptando de uma por uma. Sob a batuta do chefe de gabinete civil, Jonathan Donadoni. Estão fazendo um estrago nas hortas da sua chapa. Por outro lado, pode haver reação dos concorrentes e enfraquecer a chapa com desistências de candidaturas. O clima na federação UB-PP é de casa de caba cutucada.

COMENTÁRIO POLÍTICO

Numa roda ontem de três deputados da base do governo, o mantra da conversa era de que, caso o ex-governador Gladson Cameli e seu time estivesse no comando da campanha, o candidato Alan Rick (Republicanos) não estaria tão folgado na campanha.

PODE ABALAR

Não escrevo nada se não tiver certeza da verdade, por isso narro o fato sem o nome do santo: fala-se numa debandada política que pode abalar a estrutura de uma campanha e ser decisiva na eleição. Vamos aguardar.

PODEM ESQUECER

Deputado federal ou senador que norteia a sua campanha só pelas emendas parlamentares que destinou aos prefeitos, pode dar com os burros na água. O bocado comido costuma ser esquecido. Se o candidato não tiver um caixa 2 para jogar na campanha e montar esquemas para os últimos 15 dias, pode estar comprando uma passagem da Balsa para Manacapuru.

PARA MELHORAR O HUMOR

O ex-governador e ex-deputado federal Ruy Lino, MDB roxo e de saudosa memória, era um gozador nato. Na campanha ao governo de Nabor Júnior (MDB) estava hospedado num hotel em Tarauacá, junto com o candidato a deputado federal Osmir Lima(MDB). Quando colocou a cara pela manhã na porta principal, se deparou com uma legião de pedintes. Osmir tentou o dissuadir a saírem do hotel, depois de Nabor, e escapar dos pedidos. Mas o Ruy respondeu: “Deixa comigo”. Ao meter a cara na rua, Ruy foi cercado pela multidão. Pediu silêncio, e falou: “Pessoal, eu e o Osmir já deixamos a nossa ajuda em dinheiro para vocês com o Jojô (como Nabor era conhecido em Tarauacá). Foi aplaudido. E ele e o Osmir, sumiram rindo. Não sei se até hoje o Nabor sabe dessa história, contada ao BLOG pelo Osmir Lima.

MÁQUINA TEM SEU TETO

A máquina pública costuma virar campanhas. Mas por si só não faz milagres, o candidato no poder tem que fazer a sua parte e ter um grupo de articulação política profissional. Se não tiver e o candidato de oposição colocar uma diferença de 10% em diante nas pesquisas, a máquina não vira o jogo. São nuances de campanha, que se aprende ao longo das eleições.

DAS MAIS DISPUTADAS

Caso o ex-governador Gladson Cameli não consiga se livrar da sua inelegibilidade, vamos presenciar uma das mais duras disputas pelas duas vagas para o Senado. Será uma eleição que quem tiver a maior estrutura é que levará vantagem.

FECHA EM DOIS

A chapa da federação PCdoB-PV-PT, tende a eleger dois deputados estaduais, por ter candidatos com potencial de votos. O PT pode voltar a ter um representante na ALEAC. O último que passou pela Casa foi o Daniel Zen, uma das cabeças mais lúcidas do petismo.

DÃO COMO CERTA

Um dos cabeças brancas do MDB ligado ao grupo do presidente Vagner Sales (MDB), disse ontem ao BLOG que dentro do partido, a aliança com o candidato ao governo Alan Rick (Republicanos), é dada como certa. Prevê que a formalização da parceria política deve acontecer o mais rápido possível. Isso está virando uma longa novela com capítulos conflitantes.

COMEÇA A GUERRA

Estamos praticamente há três meses para a eleição de governador. O tempo passa, o tempo voa. Depois da Copa do Mundo, quem já não tiver com a campanha organizada para a guerra que vai começar, pode ser tarde demais. Candidatura majoritária não se improvisa.

O NOME JÁ DIZ

O candidato que fica no chamado cadastro de reserva, não necessariamente o governo ou prefeitura, é obrigado a contratar. As decisões judiciais têm deixado isso claro. Só os políticos não entenderam.

MAIS PESADA

Pedro Longo, Minoru Kinpara, Ney Amorim, Antônia Lúcia, Leonardo Melo, Henrique Afonso, Dra. Kel, é a chapa do MDB para deputado federal. Pode ficar ainda mais pesada se a médica Jéssica Sales entrar no barco.

OUTRA PARADA DURA

Uma outra parada dura, será a disputa por vagas na Câmara Federal, na federação PP-UB. Socorro Neri, José Adriano, Mazinho Serafim, Zezinho Barbary, Fábio Rueda e Coronel Ulysses, disputam três vagas, que é o que a chapa pode eleger. Difícil apontar favoritos.

FRASE MARCANTE

“Felicidade é quando o que você pensa, o que você diz e o que você faz estão em harmonia”. Mahatma Gandhi.

Fonte: ac24horas.com

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