Após acumular dois dias seguidos de elevação em seu volume hídrico na capital, o manancial voltou a apresentar uma tendência de vazante nesta quinta-feira (11). A retração no nível das águas ocorre de forma imediata à interrupção quase total das precipitações atmosféricas sobre a bacia hidrográfica, consolidando a transição para os meses de estiagem na Região Norte.
De acordo com o boletim oficial de monitoramento hidrometeorológico emitido pelas equipes de campo da Defesa Civil Municipal, a leitura da régua instalada na Ponte Metálica apresentou os seguintes indicadores nas primeiras horas da manhã:
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Nível do Rio Acre (às 05h16): 3,56 metros;
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Volume de chuva nas últimas 24 horas: 00,2 mm;
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Cota de Alerta institucional: 13,50 metros;
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Cota de Transbordo (Inundação): 14,00 metros.
A medição atual representa uma perda de 19 centímetros em relação ao início da manhã de ontem, quarta-feira (10), quando o rio havia alcançado a marca de 3,75 metros impulsionado por um acumulado de 33,6 mm de chuva. A rápida retração demonstra a baixa capacidade de retenção hídrica do solo neste período do ano, fazendo com que o volume gerado pelas pancadas de chuva escoe rapidamente pela calha principal.
Com o registro de apenas 00,2 mm de chuva nas últimas 24 horas, o cenário de calmaria climática se restabeleceu em Rio Branco e nos municípios do Alto Acre, como Brasileia e Xapuri. Essa trégua nas cabeceiras interrompe o fluxo de recarga dos afluentes, fazendo com que o Rio Acre retome sua trajetória natural de descida rumo aos níveis críticos do verão amazônico.
Apesar da redução e do indicativo de baixa apontado pela régua às 05h16, a situação na capital é de total normalidade técnica. O nível de 3,56 metros mantém o manancial quase dez metros abaixo da Cota de Alerta, estipulada em 13,50 metros, descartando qualquer risco de transbordo ou impacto para as comunidades ribeirinhas.
O foco da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil e dos órgãos de saneamento básico se volta, agora, para a manutenção das estruturas de bombeamento. As oscilações bruscas no leito exigem acompanhamento diário das equipes de engenharia para evitar que o acúmulo de sedimentos e bancos de areia obstrua as bombas flutuantes responsáveis pelo abastecimento de água potável nos bairros da cidade.
Os boletins de monitoramento continuam sendo atualizados periodicamente pelas equipes integradas do município e do estado, servindo de base para o planejamento de contingência face ao avanço do período seco na Amazônia Ocidental.
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