O vereador Zé Lopes (Republicanos) utilizou o pequeno expediente da sessão desta quinta-feira (2), na Câmara Municipal de Rio Branco, para criticar a condução do transporte coletivo durante a gestão do ex-prefeito Tião Bocalom e elogiar as primeiras medidas adotadas pelo prefeito Alysson Bestene para tentar reorganizar o sistema.
Durante o pronunciamento, o parlamentar afirmou que a nova gestão precisou adotar providências emergenciais para evitar a paralisação do transporte público na capital.
Segundo Zé Lopes, Alysson Bestene foi obrigado a celebrar um novo contrato emergencial com a empresa Ricco para impedir que o serviço fosse totalmente interrompido, após a apreensão de 30 ônibus da empresa por determinação da Justiça.
O vereador destacou ainda que, em pouco mais de 60 dias de governo, o prefeito decretou situação de emergência no transporte coletivo, criou um grupo de trabalho para reestruturar o sistema e iniciou a recuperação dos corredores exclusivos para ônibus.
Em contrapartida, o parlamentar atribuiu à gestão anterior a atual crise enfrentada pelos usuários do transporte público.“O que estamos vendo é fruto da inércia e da falta de vontade de olhar para as pessoas que mais precisam e dar um alento”, afirmou.
Críticas à gestão anterior
Durante o discurso, Zé Lopes afirmou que o contrato firmado para operar o transporte coletivo previa uma frota de 120 ônibus, mas que atualmente apenas 48 veículos estariam em circulação e, segundo ele, entre oito e dez apresentam defeitos diariamente.
O vereador relembrou diversos problemas registrados nos últimos anos, como ônibus quebrados, incêndios em veículos, desprendimento de eixos durante o trajeto e acidentes envolvendo passageiros.“A gente já viu ônibus quebrando, ônibus pegando fogo, eixo se soltando em pleno movimento e até mãe e filha sendo arremessadas de dentro de um ônibus quando a porta se abriu durante o percurso”, declarou.
Contrato será investigado
Zé Lopes também questionou a renovação do contrato provisório com a empresa responsável pelo transporte coletivo, que, segundo ele, deveria ter duração de apenas seis meses, mas permaneceu em vigor por mais de cinco anos.
O parlamentar afirmou ainda que a situação já é alvo de investigação pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário.“Essa contratação provisória precisa ser investigada e já está sendo investigada pelo Ministério Público e pela Justiça. Nós vamos continuar acompanhando e cobrando, porque o meu compromisso é com a população”, concluiu.
Fonte: ac24horas.com
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