Cotidiano

Treze lhamas apreendidas no Acre já morreram e órgãos recomendam abate do restante

03/07/2026 3 views 2 min de leitura

As lhamas e alpacas apreendidas em um posto de fiscalização na BR-364, em Rio Branco, no dia 20 de maio, continuam sob os cuidados da ONG Patinha Carente enquanto aguardam a decisão judicial definitiva sobre o destino do rebanho. Desde a apreensão, 13 animais já morreram, sendo 10 somente no abrigo.

Os demais animais, cerca de 30 que permanecem vivos, estão em uma propriedade na zona rural de Porto Acre, no interior do estado, há mais de um mês, quando foram interceptados durante o transporte.

O destino dos demais seguem incertos. Contudo, a partir de relatório técnico do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Ministério Público Federal (MPF) se posicionou a favor do abate do restante para evitar desequilíbrio sanitário.

A presidente da ONG, Vanessa Facundes, informou nesta quinta-feira (2) que as lhamas continuam assistidas pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) e do Mapa.

“Acreditamos [que as mortes dos bichos ocorreram] devido ao clima. Elas sofrem aqui nesse calor horrível, mas estão assistidas pelo Idaf e o Mapa também está envolvido nas análises. No entanto, quem maneja, cuida, medica, faz tudo, somos nós voluntários da ONG”, afirmou.

Vanessa contou ainda que também entrou em contato com o proprietário dos animais, segundo como foi aconselhado pelo juiz, para custear o que fosse necessário para os cuidados com as lhamas.

“Desde 8 de junho estamos em contato com ele, que vem orientando, mandou até o veterinário dele lá olhar elas. Até ele compartilhar os cuidados, havíamos perdido quatro. Daí agora com a ajuda dele, perdemos mais seis. Acredito que nem ele saiba o que fazer, porque são animais que não são da nossa fauna, não nasceram no Brasil”, disse.

Segundo a presidente da organização, ainda estão aguardando a decisão judicial definitiva sobre o destino do rebanho, pois, de acordo com ela, Idaf e Mapa pedem o abate de todas. O posicionamento da ONG é para que elas não sejam abatidas.

“Nossa opinião é que: ou sejam devolvidas para o Peru, ou até mesmo fiquem conosco para que possamos doá-las a quem tem condições de cuidar, ou devolver para o dono, exceto matá-las. […] Estamos fazendo o trabalho do Estado”, defendeu.

Informações G1

Fonte: folhadoacre.com.br

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