O político e ativista Ariosto Pires Migueis morreu neste domingo (5), por volta das 8h, no Hospital do Rim, em Rio Branco. Ele tinha 90 anos e enfrentava problemas de saúde. O velório está previsto para acontecer na Assembleia Legislativa do Acre.
Ariosto nasceu em Rio Branco em 27 de agosto de 1935, filho de um imigrante português, e iniciou a atuação política aos 15 anos. Ele fazia parte da geração que participou da eleição de José Augusto, primeiro governador do Acre escolhido pelo voto direto, em 1962.
Anos depois, durante o regime militar, Ariosto se posicionou contra as restrições impostas aos direitos dos cidadãos e precisou fugir para a Bolívia, para escapar da prisão. Ele acabou capturado dias depois e levado ao quartel do 4º BEF, em Rio Branco, local usado à época para deter presos políticos do Acre. “Eu ainda cheguei a sofrer tortura psicológica e algumas agressões físicas”, relatou em entrevista concedida ao ac24horas em 2022.
Depois de escapar, seguiu para o Rio de Janeiro e, posteriormente, para Portugal, onde permaneceu por um ano. De volta ao Brasil, Ariosto seguiu atuante na política acreana ao longo das décadas seguintes, e era reconhecido por moradores e lideranças locais como uma das principais referências do ativismo político no estado.
Fonte: ac24horas.com
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