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Há dez anos, o mundo do futebol se despedia de Johan Cruyff, gênio da bola

27/03/2026 4 views 3 min de leitura

Johan Cruyff (1947-2016) faz parte da galeria dos gênios do futebol que encantaram o mundo, mas que nunca ganharam uma Copa. O atleta, que imortalizou a camisa 14, era o cérebro da seleção holandesa, vice-campeã em 1974. A estreia da equipe na competição foi um dos jogos mais sensacionais de todos os tempos. No dia 15 de junho daquele ano, o planeta foi apresentado à “laranja mecânica”, referência ao título do filme de Stanley Kubrick.

As peças do time treinado por Rinus Michels não guardavam posição fixa e confundiam a marcação. Os jogadores se movimentavam como um carrossel. Além de Cruyff, Neeskens, Van Hanegem, Krol e Rensenbrink eram os destaques. A primeira vítima da Holanda na Copa foi o Uruguai, em Hannover. A “Celeste” tinha Pedro Rocha, Pablo Forlán, Luis Cubilla, Fernando Morena e o goleiro Ladislao Mazurkiewicz. Rep foi o autor dos dois gols da partida: aos 16 do primeiro tempo e aos 41 da etapa final. Revendo o jogo, parece que a Holanda estava com 22 jogadores em campo, tal a forma como os espaços vazios eram ocupados. A imprensa falava em “futebol total”.

A “laranja mecânica” é a única seleção a vencer os três grandes da América do Sul em uma mesma Copa: Uruguai, Argentina e Brasil. Diante da equipe nacional, comandada por Zagallo, a Holanda ganhou por 2 a 0, em Dortmund, gols de Neeskens e Cruyff e garantiu vaga na finalíssima. Quis o destino que a Alemanha, dona da casa, fosse campeã mundial.

Em 1978, na Argentina, a Holanda não era mais o time brilhante de quatro anos antes. O técnico Rinus Michels tinha sido substituído por Ernst Happel. Neeskens ainda estava na equipe, mas Cruyff não foi à América do Sul. A versão sempre apresentada é a de que ele não esteve no mundial em sinal de protesto contra a ditadura argentina. Mas, em 2010, o ex-craque contou que, às vésperas da viagem para a Copa, a casa dele em Barcelona foi invadida por um sequestrador armado. Cruyff passou então a temer que a mulher e os filhos ficassem sozinhos no período do mundial e resolveu não defender a “laranja mecânica”. 

Cruyff marcou época no Ajax e no Barcelona. Já como treinador da equipe catalã, o ex-atleta fez uma revolução, ao implantar bases sólidas de um novo estilo de jogo, além de investir ao máximo na formação de craques. Para conhecer mais a história deste, ídolo que morreu há dez anos, vale a pena ler “Johan Cruyff 14, a autobiografia” (Editora Grande Área). 

Com informações: Jovem Pan News

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