Acre

Copa do Mundo aquece comércio em Cobija, com procura por camisas da Seleção Brasileira

10/06/2026 2 views 3 min de leitura

O clima da Copa do Mundo já toma conta do comércio na cidade de Cobija, na fronteira com o Acre. Nesta quarta-feira, 10, o repórter Kennedy Santos, do site ac24horas, esteve no local e registrou a movimentação intensa em lojas que vendem camisas e acessórios de seleções, com destaque para os produtos da Seleção Brasileira, que seguem entre os mais procurados por turistas e moradores.

Logo nas primeiras entrevistas, o movimento em uma das lojas chamou atenção pela variedade de produtos disponíveis. “Cristian, tem camisas de quantas seleções aqui?”, questiona o repórter. Em meio às peças expostas, ele emenda: “Onde está a da Seleção Brasileira?”.

O comércio local confirma que a procura aumenta especialmente em períodos de jogos. Questionado sobre as vendas semanais, um dos vendedores explica o comportamento do público e a preferência entre os modelos da seleção. “Agora é da amarelinha, porque é a mais tradicional aqui no Brasil, que usa mais a amarelinha. É a que mais gostam os brasileiros”, afirmou.

Entre os consumidores, as preferências variam. Com o jogo se aproximando no sábado, 13, a busca por uma camisa da seleção também entra no clima de decisão. Um cliente relata sua escolha: “Eu gosto mais da azul, porém, como não tem, acho que eu vou na amarela mesmo, o importante é ter.”

Outro visitante, ainda pesquisando, destaca um interesse diferente. “Estou pesquisando, o que mais me interessa é a do Flamengo mesmo”, disse.

E há também quem veja na compra da camisa uma forma de participar do clima da competição. “Eu não tenho time, eu só vim procurar para a Copa do Mundo, para ter aquele sentimento de pertencimento da Seleção”, afirmou outro entrevistado.

Apesar do aumento sazonal, há relatos de oscilações nas vendas. “Hoje em dia sim, está parado, mas antes de jogo havia bastante”, afirmou um comerciante.

Em meio à reportagem, o próprio repórter também registra a intensidade das vendas, citando a circulação de mercadorias: “Algo em torno de 500 camisas. Sim, antes do início da Copa”, relatou.

Os preços também variam conforme o tamanho e o tipo do produto. “Está 25 a pequena e 35 a grande”, explicou uma comerciante ao ser questionada sobre as bandeiras.

Foto: Kennedy Santos/AC 24 horas

Em outra loja, a negociação envolve valores em reais e a presença forte do público brasileiro. “Isso aqui vale quanto? 90 reais. Essa aqui?”, pergunta o repórter. “90 reais”, confirma a vendedora.

O cenário, no entanto, também é marcado por dificuldades logísticas. Segundo relato de uma comerciante, pedidos de cerca de 200 camisas estão atrasados. “Essa comerciante daqui pediu mais ou menos 200 camisas como essas aqui. E era para estar com o preço mais em conta. Acontece que esse período está tão ruim agora, por conta dessa briga política, que as camisas vão demorar pelo menos mais duas semanas para chegar aqui.”

Ela ainda alerta para o custo do transporte aéreo: “Se quiserem que as camisetas cheguem num tempo mais rápido, tem que trazer de avião, o que vai tornar o uniforme mais caro ainda, né?”

Na reta final da reportagem, o repórter ainda encontra mais produtos da Seleção Brasileira em circulação e confirma o apelo comercial do momento: “Cadê? Donde está? Ah, aqui está. Está vendendo muito ou pouco?” A resposta é direta: “Muito, muito.”

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