O Brasil consolidou-se como um país majoritariamente feminino. De acordo com dados recentes sobre a “razão de sexo” no país, existem hoje 95,1 homens para cada 100 mulheres na média nacional. O levantamento detalha como a estrutura populacional brasileira se comporta de maneira distinta dependendo da região geográfica e, principalmente, da faixa etária.
A pesquisa aponta que o nascimento e a juventude ainda favorecem numericamente os homens. Até os 24 anos de idade, eles são a maioria da população. No entanto, a balança demográfica começa a virar rapidamente após esse período.
A idade como divisor de águas
A partir dos 30 anos, as mulheres passam a ser a maioria absoluta no Brasil. Essa tendência se acentua de forma drástica com o passar das décadas. Na população com 65 anos ou mais, a proporção cai para apenas 75,9 homens para cada 100 mulheres.
Especialistas e o próprio instituto indicam que dois fatores principais influenciam essa disparidade:
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Mortalidade: Os índices de mortalidade são diferentes entre os sexos ao longo da vida.
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Migração: Os fluxos migratórios internos também alteram a composição de homens e mulheres em estados específicos.
Onde eles faltam e onde sobram
O Rio de Janeiro é o estado onde a ausência masculina é mais acentuada, com uma média de apenas 91,4 homens para cada 100 mulheres. No recorte de idosos (60+), esse número despenca para apenas 70 homens por 100 mulheres em solo fluminense. Sergipe aparece logo atrás, com uma razão de 91,9. A proporção de homens varia conforme as grandes regiões do país:
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Sudeste: 35,0
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Nordeste: 33,3
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Sul: 96,40
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Centro-Oeste: 97,1
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Norte: 97,7
Por outro lado, em estados marcados pela fronteira agrícola e fluxos migratórios recentes, o cenário é inverso. No Tocantins (101,6) e no Mato Grosso (101,5), o número de homens supera o de mulheres. Em São Paulo, na faixa específica de 18 a 19 anos, a presença masculina também é notável, chegando a 113,2 homens para cada 100 mulheres.
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