Cotidiano

Vírus sincicial supera Covid como principal causa de doença respiratória no Acre

25/06/2026 7 views 3 min de leitura

Boletim da Sesacre aponta aumento de internações infantis e queda na mortalidade entre idosos

O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) tornou-se o principal agente associado às internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Acre, superando a Covid-19. A constatação está no Boletim Epidemiológico nº 21, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) na quarta-feira (24).

Segundo o documento, o cenário evoluiu da predominância da Influenza A (H1N1), registrada em 2024, para uma co-circulação de diferentes vírus respiratórios em 2026. Entre eles, o VSR apresentou o crescimento mais expressivo e se consolidou como o principal agente viral identificado entre pacientes hospitalizados por SRAG. Rinovírus, Influenza A não subtipada e Adenovírus também tiveram circulação relevante no período.

A Sesacre relaciona o avanço do VSR ao aumento das internações infantis no estado. Entre as semanas epidemiológicas 1 e 23 deste ano, as maiores concentrações de casos graves ocorreram entre crianças de 2 a 4 anos, com 343 internações, seguidas pela faixa de 5 a 9 anos, com 304 casos, e por crianças menores de 2 anos, com 248 registros. Entre idosos com 60 anos ou mais, foram contabilizadas 305 internações.

O boletim também associa o crescimento do VSR a uma mudança no perfil da mortalidade por SRAG. Em 2026, os óbitos entre crianças menores de dois anos somaram nove casos, o maior número do triênio analisado, enquanto as mortes entre idosos caíram para 15 registros. Para a Sesacre, esse comportamento é compatível com surtos de VSR, vírus reconhecido como uma das principais causas de bronquiolite e pneumonia em lactentes e crianças pequenas.

Enquanto o VSR ganhou força, a Covid-19 perdeu espaço entre os vírus respiratórios em circulação no estado. De acordo com a Sesacre, o SARS-CoV-2 apresentou redução acentuada em 2026, ficando abaixo dos níveis observados em 2024 e distante do pico registrado em 2025, com participação reduzida na composição atual dos casos de SRAG.

O Rinovírus, por sua vez, manteve aumento sustentado ao longo dos últimos três anos e se consolidou como o segundo principal patógeno respiratório em circulação no Acre, reforçando o cenário de co-circulação viral observado em 2026.

Diante da mudança no perfil epidemiológico, a Sesacre recomenda o reforço das medidas de prevenção, especialmente entre crianças, idosos e pessoas imunossuprimidas. As orientações incluem a manutenção da vacinação dos grupos prioritários, o uso de máscaras por profissionais de saúde em situações indicadas, a higiene frequente das mãos e o fortalecimento da vigilância epidemiológica para reduzir o impacto das doenças respiratórias sobre a rede hospitalar do estado.

Fonte: folhadoacre.com.br

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