Um atentado a tiros na noite desta segunda-feira (15) resultou na morte de um assessor parlamentar e deixou ferido o vereador Cabo Deyvison (PL). O crime ocorreu na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, no momento em que o político realizava uma transmissão de vídeo ao vivo em suas redes sociais. O ataque gerou pânico na região e mobilizou equipes de segurança pública.
De acordo com informações iniciais coletadas por veículos de imprensa locais, o parlamentar estava posicionado em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel. Durante a gravação, ocupantes de um veículo de características ainda não identificadas se aproximaram do local e efetuaram múltiplos disparos de arma de fogo em direção ao grupo.
O assessor que acompanhava o parlamentar no momento da transmissão foi atingido na região da cabeça. Ele chegou a receber os primeiros socorros de forma imediata e foi submetido a procedimentos médicos de emergência, mas a gravidade dos ferimentos provocou sua morte pouco tempo depois.
Cabo Deyvison foi baleado na região da perna. Após ser inicialmente estabilizado na própria unidade médica onde ocorria a transmissão, o vereador foi transferido por uma equipe de resgate para o Hospital Regional Tarcísio Maia. O estado de saúde do parlamentar não foi detalhado no último boletim médico, mas ele deu entrada consciente na instituição hospitalar.
Registros audiovisuais capturados por testemunhas e fragmentos da própria transmissão ao vivo começaram a circular em plataformas digitais após o crime. As imagens expõem a correria de funcionários e pacientes da UPA, além do deslocamento rápido de viaturas do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar para isolar a cena do crime.
Em nota oficial distribuída na madrugada desta terça-feira (16), a equipe de comunicação do parlamentar lamentou o desfecho trágico da ação criminosa e solicitou apoio institucional.
“Neste momento de dor e preocupação, pedimos orações pela recuperação de Cabo Deyvison e pela família da vítima, que enfrenta uma perda irreparável.”
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Rio Grande do Norte assumiu o caso. Os investigadores devem iniciar a coleta de depoimentos de testemunhas que presenciaram o atentado e analisar o circuito de câmeras de monitoramento comercial e público instalado no entorno da UPA. Até o fechamento desta reportagem, nenhum suspeito havia sido preso ou identificado, e as autoridades mantêm sigilo sobre as linhas de investigação quanto à motivação do homicídio e da tentativa de assassinato.
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