Polícia

O mais letal de 2026, Instituto São José entra para relação nacional de ataques em escolas

06/05/2026 5 views 3 min de leitura

O ataque ocorrido no Instituto São José, em Rio Branco, nesta terça-feira (5), passou a integrar oficialmente a cronologia nacional de violência em instituições de ensino e aparece como o 11º caso registrado no Brasil em 2026, o levantamento feito pelo site ac24horas, com base em notícias publicadas em jornais de repercussão nacional.

As buscas apontam que, apenas nos primeiros meses deste ano, o país já contabilizou 11 episódios de ataques ou invasões violentas em ambientes educacionais. Antes do caso acreano, foram registrados episódios em Tianguá (CE), São Paulo (SP), João Ramalho (MA), Osasco (SP), Barra dos Coqueiros (SE), Recife (PE), Rio Branco (AC), Minas Gerais, Petrolina (PE) e Feira de Santana (BA). Na cronologia de 2026, o ataque ao Instituto São José aparece como o mais letal do ano até agora, com duas mortes e duas pessoas feridas.

Foto: Sérgio Vale

As vítimas fatais foram identificadas como Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 37 anos, funcionárias da escola que tentaram conter o adolescente de 13 anos responsável pelos disparos dentro da unidade de ensino. Segundo relatos divulgados ao longo do dia, as duas agiram para impedir o avanço do atirador e proteger estudantes e demais servidores, mas acabaram baleadas.

Além das mortes, outras duas pessoas ficaram feridas, incluindo uma estudante. O adolescente utilizou uma pistola pertencente ao padrasto, o advogado Ruan de Mesquita Amorim.

Embora o caso seja o 11º episódio catalogado apenas em 2026, o levantamento histórico mostra que o Brasil já ultrapassou a marca de uma centena de ataques e invasões escolares desde a década de 1930.

Foto de Sérgio Vale

O primeiro episódio listado na cronologia nacional ocorreu em 13 de novembro de 1939, na Escola de Prata, em Minas Gerais. Segundo o registro histórico, o operário Leovigildo Castro de Rocha, de 23 anos, entrou armado na instituição, matou uma pessoa e feriu outra antes de fugir. O caso é considerado o primeiro ataque escolar catalogado no país.

Desde então, o Brasil passou por episódios cada vez mais violentos, como o massacre de Realengo, no Rio de Janeiro, em 2011, com 13 mortos; o ataque em Janaúba (MG), em 2017, que deixou 14 vítimas fatais; e o massacre de Suzano (SP), em 2019, com dez mortos.

Foto: Sérgio Vale

O levantamento destaca ainda que os ataques se intensificaram nos últimos anos, especialmente após a pandemia, com aumento expressivo da frequência de episódios envolvendo estudantes, ex-alunos e invasores armados em escolas brasileiras.

Fonte: ac24horas.com

Compartilhe esta notícia

Notícias Relacionadas

Gerar Post/Story

Arraste elementos para posicionar • Segure Shift + arraste para mover o fundo
Texto
Tamanho
Cor
Imagem
Zoom
Escurecer
Cor
Categoria
Fundo
Texto
Logo
Tamanho
Legenda